O leitor Chico Lelis escreveu sobre os motoristas dos ônibus em Santos (Vanessa Rodrigues) Motoristas A maioria dos motoristas dos ônibus urbanos de Santos é demais! Eles são gentis, atenciosos e sofredores com nossas ruas cheias de irregularidades, buracos e outros obstáculos que dificultam o trabalho. Trabalham de forma árdua, mesmo com os motores ao lado deles, gerando barulho e calor. Ainda assim, a maioria dos passageiros os ignora, sendo incapaz de cumprimentá-los. O mesmo ocorre com os garis que limpam nossa ruas, policiais que lutam pela nossa segurança e salva-vidas nas praias. Mas os motoristas seguem seu caminho, superando seus obstáculos, sem perder a gentileza e a atenção para com os passageiros, sejam idosos ou não. Chico Lelis - Santos Mobilidade A Tribuna noticiou que Santos terá um Centro de Pesquisa em Mobilidade. Informação alvissareira se, de fato, vermos ações na prática com foco sustentável e democrático. Para tanto, adianta-se a questão: quando se fala em mobilidade urbana, atenta-se para todos os modais priorizados pela Lei 10.257/2001, como circulação a pé, por bicicleta, patinete, skate, transporte público coletivo? Mobilidade não é sinônimo de vias para veículos particulares, mas olhar a cidade como um território que reúne a diversidade. Mobilidade sem boas e seguras calçadas é apenas discurso. Há 10 dias, um desnível na calçada causou-me uma queda, cujas consequências ainda enfrento: duas fraturas no pé esquerdo e um esfolamento no joelho direito. Infelizmente, os prejudicados pelas calçadas que não garantem a mobilidade saudável seguem no anonimato. Se o Centro de Pesquisa em Mobilidade tiver olhar humano e dentro do marco legal sobre o que é mobilidade urbana, Santos realmente ganhará. Caso não, ficaremos apenas nas palavras ao vento. Rosângela Ribeiro Gil - Santos Serviços urbanos Santos vive um momento histórico em mobilidade urbana, com obras sendo realizadas, como o Parque Valongo, que no futuro poderá ter ao seu lado o novo Terminal de Passageiros, em frente ao Museu Pelé; restauração do Teatro Coliseu, do Mercado Municipal e extensão do VLT. Enfim, uma infinidade de obras ratifica Santos como uma das melhores cidades em qualidade de vida. Problemas existem, como as enchentes na Zona Noroeste, as submoradias no entorno do Mercado, as ciclovias constantemente precisando de reparos, ou seja, não existe cidade pronta. A sintonia entre Prefeitura e os governos Estadual e Federal é o resultado de uma administração eficiente. Infelizmente, as obras podem impactar algumas atividades, mas com prazo determinado. Obed Zelinschi de Arruda - Santos Maconha (1) Sem entrar no mérito da questão, se pequena quantidade de maconha deve ou não ser descriminalizada na esperança de poder diferenciar o usuário do traficante, entendo que o tema é polêmico e de difícil solução. Se o uso da maconha é considerado como saúde pública, o número de gramas a ser estabelecido deve ser de responsabilidade da Anvisa, não do STF. Seria também interessante que, após a decisão oficializada, o STF estabelecesse regras claras e objetivas quanto a possíveis penalidades aos usuários. Para finalizar, uma consulta à população através de plebiscito. Não é correto pensar somente em desafogar os presídios, é preciso pensar e muito se isso não poderá aumentar o número de dependentes. Não faltarão jovens ávidos em experimentar a erva. Orlando Machado - Santos Maconha (2) Se houver algum especialista em entorpecentes, principalmente maconha, por favor me responda: se o STF definiu que se a pessoa estiver com até 40g de maconha ela será usuária, e não traficante, quem ficará com a carga para repassá-la ao usuário? Entende-se que, para alguém ficar viciado em alguma coisa, tem que saber onde se comercializa o que ele quer comprar. Portanto, ministros do STF, se não houver o "comerciante", que é o traficante, automaticamente não terá o usuário. Para combater o tráfico, é preciso haver investigação aprofundada para verificar onde estão as plantações, tomá-las dos produtores de drogas e distribuí-las para a reforma agrária. E mais uma pergunta: será que no meio dos 513 deputados federais e 81 senadores não há algum latifundiário produzindo esse material? Seria muito bom algum órgão isento investigar. Difícil é encontrar algum órgão isento.</CW> Josemilton de S. e Silva - Guarujá Quimera do déficit zero Segundo o Evangelho de Mateus, Cristo disse que seria mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no paraíso. A imagem das dimensões é bem clara: um camelo passar pelo buraco da agulha. Porém, algo parecido com essa relação assombra o debate econômico: como “zerar” o déficit das contas públicas? Os juros pagos pelo Estado brasileiro no último ano representaram algo em torno de 6,6% do PIB, ou R\$ 780 bilhões; as isenções tributárias do andar de cima representaram algo em torno de 4,4% do PIB, ou R\$ 520 bilhões. As duas somadas significam 11% do PIB, ou R\$ 1,3 trilhão. Zerar o déficit nessas condições é mais difícil que um camelo atravessar o buraco da agulha. Mauro Silva - Santos