[[legacy_image_278517]] LaçosRonaldo Abreu Vaio, na sua crônica Laços, descreveu com primazia a história que tocou profundamente a todos que, assim como ele, gostam de observar casais que andam pelas ruas de mãos dadas. Mais do que qualquer outra demonstração, as mãos dadas são pela minha ótica a maior jura de amor eterno. Me vi naquela mulher principalmente quando estava só, andando pelo Canal 1. Minhas lembranças me levaram ao pacto que fiz há 33 anos com o grande amor da minha vida. No final da sua sensível crônica, me deixei levar pelas lágrimas com a certeza de ter vivido um amor eterno. Daisy Zamari Pereira - Santos AfegãosParabenizo, sim, o Sindicato dos Químicos pelo acolhimento de 128 refugiados em suas dependências da Praia Grande, porém igualmente é merecedora de parabéns a prefeita da Cidade, que exigiu, e espero que continue exigindo, o AVCB das instalações. Ato desumano é o acolhimento de pessoas, de culturas e idiomas diferentes dos nossos, em estado de vunerabilidade abrigando-as em instalações que não são totalmente seguras, pois o AVCB visa a segurança contra incêndio e pânico, para em caso de emergência possibilitar a evacuação do local. Paulo Roberto Fiorotto Rodrigues - Guarujá Zé CorneteiroQuando havia exposições e também molduras dos fortes de proteção da Coroa Portuguesa contra invasores estrangeiros, esse local que eu frequentava chamava-se Casa do Trem Bélico, construída no século 17. Lá, havia um curador, carinhosamente chamado de Zé Corneteiro, sempre vestido com uma farda camuflada e sua corneta, marca registrada de seu personagem, que recebia turistas, estudantes, sem qualquer distinção de classe social. O Zé Corneteiro predominava naquele local considerado um dos edifícios mais antigos da nossa Cidade, às vezes com encenações, nos finais de semana e feriados, apresentando exposições de armas, e de minerais raros em forma de pedras, sendo um admirador de José Bonifácio de Andrada e Silva, que, além de Patriarca da Independência, foi um mineralogista famoso em sua época. Hoje em dia, me sinto saudosista por não ouvir mais o som de sua corneta quando próximo à Rua Tiro Onze. Quando o bonde passava, ele pontualmente fazia uma apresentação utilizando a sua inseparável corneta. Com certeza, o Zé Corneteiro deixará muitas saudades entre admiradores e visitantes da Casa do Trem Bélico. Juliano Soares Lins – Santos Cultura de lutoA cultura da região está de luto com a passagem para a espiritualidade do diretor Tanah Corrêa. Esse eclético artista vai deixar saudades a todos que participaram e conheceram o trabalho desse ator, produtor, político, pai, diretor e grande ser humano. Com participação em vários eventos na região, inclusive fez um excelente trabalho no maior espetáculo de areia de praia do mundo, a encenação da fundação da Vila de São Vicente. Hoje, desligado do corpo físico, deve estar sendo recepcionado na espiritualidade por muitos amigos, familiares e atores, e já deve estar arquitetando alguma peça teatral com a legião de artistas desencarnados que o esperavam para a direção do espetáculo “A Vida Continua”. Paulo Lacerda - São Vicente Eu já vi esse filmeGetúlio Vargas, que foi presidente do Brasil, tinha uma frase lapidar: “Aos amigos, tudo, aos inimigos, a lei”. Ou seja, quando usamos a lei de forma tirânica, significa maior punição possível contra qualquer um. Mas essa frase hoje em dia vale com uma correção: “Aos amigos, tudo, ao cidadão de bem, todo o rigor da lei”. Os exemplos de perseguições e punições lançados de forma a prejudicar exatamente o cidadão que anda dentro da lei, na sua larga e imensa maioria, terminam por pegar exatamente aquele que é o mais honesto entre todos. Qualquer semelhança com os ataques ao ex-presidente Bolsonaro não é mera coincidência. João Horácio Caramez - Santos Uso indevidoA coluna Dia a Dia de 27 de junho noticiou a reunião do deputado estadual Tenente Coimbra, Jair Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, todos do PL, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O assunto basicamente foi sobre o partido, segundo a coluna. Ora, até onde se sabe a casa legislativa pertence ao povo e lá devem ser debatidos assuntos referentes ao povo e não sobre partido algum. Eles discutiram sobre o partido deles, mas com o custo pago pelo povo. Por que não o fizeram numa base qualquer do partido? Por que eu tive que bancar essa reunião que utilizou a infraestrutura da Alesp? Com a palavra, os envolvidos. Pedro dos Santos Neto - Santos