[[legacy_image_137301]] Duas democraciasFui ao dicionário buscar a definição de democracia. “Governo em que o povo exerce a soberania, sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas e regime em que há liberdade de associação e de expressão e no qual não existem distinções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários”. Tudo pelo povo e para o povo. Mas depois de ver a absolvição do prefeito de Guarujá pelos vereadores da cidade, ler que o Congresso derrubou o veto presidencial e restituiu o fundão de R\$ 5,7 bilhões, num momento em que o País passa por uma penúria sem precedente, onde há um conluio entre parlamentares e juízes (não lhe tiro do cargo e você não me processa), assistir o responsável de ter R\$ 50 milhões, de fonte desconhecida, em sua posse, ser posto em liberdade, sinto que aquelas definições são dicotômicas. Temos duas democracias! Há aquela que, ingenuamente, acreditamos que vivemos e sob a égide daquelas assertivas, pois votamos, elegemos representantes que nos representarão e nos defenderão. E a outra democracia, a real, onde vive a maioria de nossos representantes, que tem como princípio defender a si próprio e se perpetuar no cargo. Defendem princípios escusos e nos colocam em segundo plano. Como as nossas leis eleitorais não permitem o chamado “recall”, onde o povo pode retirar o eleito do cargo por não corresponder a sua expectativa, eles deitam e rolam à vontade. Eleições a cada 4 anos fazem tudo ser empurrado sob o tapete do esquecimento. Como reverter esse escárnio a que somos submetidos e eliminar a segunda democracia? Mudando as leis? Mas é no Congresso que elas são feitas, e são eles, da segunda democracia, que as fazem. Então, como sair dessa roda-viva? Pois o País não pode continuar vivendo sob o jugo dessa pretensa democracia. Ademir Alonso Rodrigues - Santos Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! CETMoro na Rua Rio Grande do Sul, no José Menino, há 10 anos e toda temporada, principalmente nos fins de semana, é o mesmo transtorno. Na rua é proibido estacionar do lado direito, e do lado esquerdo é permitido estacionar em 45 graus, e quando estacionam do lado direito a rua fica extremamente estreita e dificultando muito a saída e entrada de carros nas garagens, tendo inclusive que fazer manobras. Já fiz várias reclamações com a CET, mas entra e sai governos e a indiferença é a mesma. É total descaso com os moradores da rua, já sabem dos problemas, mas precisamos ficar ligando e reclamando toda vez. Paulo Moreira Gonçalves - Santos Mudança de nomeQuando um político não tem nada para apresentar durante o seu mandato, quando se aproxima o fim dele, quer marcá-lo com algo impensável pelos outros, como mudar o nome de alguma coisa já estabelecida por quem o antecedeu. Assim é o nome da Rodovia dos Imigrantes, que presta uma justa homenagem a todos aqueles que vieram de todo o mundo para o Brasil. E aqui se estabeleceram, criando riquezas e as suas famílias, vindos de todos os recantos da terra. Europa, Ásia, América do Sul e do Norte, África, do Oriente Médio até da Oceania. Querer trocar tudo isso por um só nome, e ainda de um banqueiro, é muita mesquinhez e falta de informação. Assim são os políticos que pensam pouco, a não ser na próxima reeleição. Cabe aos eleitores fazerem uma melhor seleção. Fernando Martins Braga - Santos PrincesasNo artigo publicado ontem em A Tribuna, o jornalista Marcos Augusto Ferreira se mostra desconfortável com o fato de sua neta ser branca, loira, de olhos claros, quase chegando a pedir desculpas por sua neta ser assim. Afirma que o estereotipo de princesa branca não é percebido nem pelo que ele chama de vítimas, usando como exemplo o fato de uma pessoa negra ter elogiado sua neta. E, como se não bastasse, parte para cima dos contos de fadas, acusando-os de racistas e segregacionistas, ignorando a cultura e a época onde foram criados. Só existe uma explicação para isso: ideologia. Em vez de adaptar as ideias à realidade, a pessoa passa a deturpar a realidade para poder caber nas suas ideias. Sr. Marcos, se o sr. não tem coragem de dizer, eu tenho: sua neta deve ser linda, uma verdadeira princesa, e ela não deve ser recriminada por ser como é. João Paulo Calife Vernieri - Santos