[[legacy_image_282601]] Professor Besnard (1)Como muitos que tiveram o privilégio de conhecer o navio oceanográfico Professor W. Besnard em atividade, hipoteco meu apoio ao pedido de socorro do engenheiro Barreto, em seu artigo “SOS Professor W. Besnard”, publicado ontem em A Tribuna. Não é possível ficar indiferente a mais essa agressão à nossa história, especialmente porque o Brasil se tornou membro do Tratado Antártico graças às pesquisas realizadas naquele continente pelos intrépidos marinheiros e cientistas da USP e de outras universidades do País. Homens públicos, indignem-se e salvem a memória da oceanografia brasileira criando o Museu Oceanográfico Prof. W. Besnard. Wladimir Besnard foi um estrangeiro que muito contribuiu com a ciência brasileira. Alberto Sheik - Santos Professor Besnard (2)Sou totalmente solidário ao engenheiro Matta Barreto e ao apelo que faz no artigo “SOS Professor W. Besnard”, para a preservação desse importante navio de pesquisas oceanográficas no Porto de Santos. Também fiquei estarrecido com a decisão de desmonte desse navio valente, a quem sempre chamei de “pequeno grande navio” e que por tantos anos foi o responsável pelas pesquisas científicas no Litoral Brasileiro e na Antártida. O navio trouxe a Santos o rei Olav V, da Noruega, em 1967, quando do seu lançamento, o que originou uma placa comemorativa a bordo. Por muitos anos acompanhei de perto, como jornalista, a saída e a chegada das expedições científicas, tanto no Brasil como na Antártida, o que menciono com orgulho em diversas matérias escritas aqui em A Tribuna. Que o governador Tarcísio de Freitas, junto à USP, os deputados estaduais e federais e nossos vereadores também apoiem esse apelo para a preservação desse importante patrimônio histórico marítimo, para que Santos se alinhe a tantos outros países que adotaram antigos navios em seus portos, proporcionando um atrativo a mais no projeto Parque Valongo. José Carlos Silvares - Santos Professor Besnard (3)Concordo plenamente com o artigo do engenheiro Barreto em defesa do heroico navio Professor W. Besnard. solução mais fácil que autoridades de nossa época encontraram foi desmantelar. Assim soluciona a história, fácil. Um navio histórico e herói. Porto de registro, Santos. Há pelos portos do mundo dezenas de navios-museus, e museus marítimos. Em Santos, não. O Instituto Oceanográfico da USP fica a 70 km longe do mar, coisas de Brasil. “Oh mi pátria si Bella e perdutta. Vá pensiero. Verdi” Sidmar Pinheiro de Souza - Santos Professor Besnard (4)A publicação de ontem, do engenheiro Antonio Carlos da Mata Barreto, fez-me refletir o quão somos pequenos na preservação de nossa historia. Inesquecíveis as expedições deste navio, no qual tive a honra de trabalhar em reparos no motor deste, de origem dinamarquesa, à época em que era funcionário do representante do fabricante no Brasil, no início da década de 90. Não vemos no Brasil mecenas capazes de usar as grandes sobras de seus extensos recursos em ações de preservação da história, algo que vai desde a falta de patriotismo até mesmo ao respeito pelas nossas memórias de grandes feitos. Sinto que conferir ao Estado tal premissa, até mesmo pela Lei Rouanet, imporá, salvo engano, em sacrifícios a outras demandas, visto termos um Estado com inúmeros desafios. É uma pena vermos um pedaço de nossa história gloriosa virar “sucata”, sendo que a proposição do engenheiro Barreto poderia inspirar vários jovens educandos a trilhar o caminho das pesquisas a partir do legado do glorioso navio Professor W. Besnard. Será que alguém, na qualidade de capacitado financeira e intelectualmente, se habilitaria? Antônio Campedelli - Santos BolsonarismoO fato aconteceu no Aeroporto Leonardo da Vinci Fiumicino, em Roma, onde brasileiros enodoados de um ódio primitivo agrediram, gratuita e verbalmente, o ministro Alexandre de Moraes e sua família, e até fisicamente um de seus filhos, A ocorrência revela que é esse o legado de um governo que, no lugar do respeito e do debate, fez e continua fazendo da truculência sua marca registrada. Embora Jair Bolsonaro tenha sido derrotado nas últimas eleições, o bolsonarismo ainda precisa ser derrotado. Édison José de Aguiar - Cubatão