[[legacy_image_280553]] Elis e o vira-latasTão mais espantoso que o uso da inteligência artificial em reviver Elis Regina e o sentimento nostálgico de vê-la cantando com sua filha um dos maiores sucessos da MPB é o fato de que o procedimento administrativo aberto pelo Conar traz também de volta Nelson Rodrigues e sua teoria de que nós, brasileiros, temos o complexo de “vira-latas”. Os duetos póstumos de grandes artistas não são novidade e se iniciaram lá fora. Nat King Cole esteve no palco com sua filha Natalie em 1991, Elvis Presley também esteve com sua filha Lisa Marie em 1997. Michael Jackson “cantou” com Justin Timberlake em 2014 e foi arrasador. Já em 2012, o rapper Snoop Dog esteve no palco cantando com um holograma do também rapper Tupac Shakur, assassinado em 1996. E no ano passado, no Festival de Glastonburry, Paul McCartney fez um dueto “ao vivo” com John Lennon cantando I’ve Got a Feeling. E o mercado fonográfico brasileiro, com a autorização dos herdeiros, preparam inúmeras “ressuscitações”. Se lá fora os duetos póstumos são arrebatadores, emocionantes e também lucrativos, por que aqui tem que ser diferente? Na TV, assistimos propagandas enganosas, de produtos nocivos à saúde ou de resultados duvidosos, e para tudo isso o Conar é omisso. O combate ao uso da inteligência artificial tem que ser para aqueles que com ela burlam sistemas bancários, roubam informações pessoais, maculam nomes e ferem a personalidade de suas vítimas. No quesito duetos póstumos, é nítido que o Conar nos coloca, voluntariamente, em inferioridade ao resto do mundo, como já bem disse Nelson Rodrigues, em 1958. A expressão de nossa arte, a lembrança de nossos artistas e a sua perpetuação não devem ter limites e o uso da tecnologia para reviver nossa cultura é muito bem vinda. Afinal, o novo sempre vem!! Paulo Roberto Fiorotto Rodrigues Jr - Santos Elis Regina viveParabéns à Volkswagen pela bela homenagem a nossa cantora maior, Elis Regina, revivida em um de seus comerciais. Imaginem se nos Estados Unidos fossem processar toda vez que alguém usasse a imagem do “falecido”cantor/ator Elvis. Seria o fim do mundo. Alegar que o comercial pode causar confusão entre ficção e realidade, principalmente para crianças, é uma tremenda heresia. É o mesmo que proibir o ator Tarcísio Meira de reviver o papel do dom Pedro I. Estamos no século 21! As crianças já nascem antenadas. É muita falta do que fazer ! Menos, menos…. João Horácio Caramez - Santos Fatos, não isoladosLi atentamente a missiva do sr. Marcus Aurélio de Carvalho sobre ocorrências em que os políticos da região deveriam atuar para reduzir ou acabar com elas e não o fazem. Texto muito bem elaborado. Por parte dos políticos, pura omissão, digo eu. Sem exceção. Por isso criei o neologismo “omissídio”, que significa crime de omissão, aliás, previsto no Artigo 135 do Código Penal. Pedro dos Santos Neto - Santos Domingo nubladoDomingo nublado, mais de 300 pessoas na fila para visitar o Aquário Municipal de Santos, um casal de americanos gostaria de saber o que mais visitar em Santos, Fomos até o “posto” ao lado das bilheterias arrumar um daqueles mapas que tem todos os pontos turísticos destacados e... surpresa, continuava fechado, como nos últimos finais de semana neste mês de férias. Revoltado, questionei um funcionário do Aquário, que respondeu: “Eles são da Secretaria de Turismo, nós, do Aquário, da Secretaria de Meio Ambiente, já cansei de tomar bronca pela incompetência deles. Acabei de ouvir palavrões de um casal de argentinos por não ter nenhum folheto, mapa ou qualquer pessoa para informar algo”. Malcolm Franz - Santos Cara de pauApós aprovação da reforma tributária na Câmara Federal, leio nos jornais notas, manchetes e editoriais: “Multis demonstram mais otimismo com economia do Brasil; levantamento da Folha indica 80% de menções positivas; reforma poderá revolucionar setor imobiliário; Henrique Meirelles afirma que reforma melhora o ambiente para investir; primeiro passo e grande avanço diz economista; a reforma deixa o país respirar, editorial A Tribuna; avanço histórico, editorial Folha; primeiro passo para deixar a pré-historia, afirma editor de economia do Estadão; simplificação de tributos é a mais profunda atualização do sistema em 58 anos; sessão histórica coroa 3 décadas de debates; empresários entusiasmados com o fim dos impostos cumulativos; produtos da cesta básica não serão taxados”. Todos sabíamos da urgência de uma reforma tributária. Sempre estudada, propostas oferecidas e nunca pautadas. Gastamos uma fortuna com o Congresso Nacional e ainda temos que ouvir e ler parlamentares justificando o seu voto contra, por não terem tido tempo de ler a proposta. É o fim do mundo ou uma tremenda cara de pau. Juan Manuel Villarnobo Filho - Santos