São Paulo não suporta o peso da liderança

Time oscila na reta final e dá pinta de que vai sucumbir à aproximação dos concorrentes

Por: Heitor Ornelas  -  11/01/21  -  18:44
Fernando Diniz não consegue mais fazer o São Paulo jogar com criatividade e rapidez
Fernando Diniz não consegue mais fazer o São Paulo jogar com criatividade e rapidez   Foto: Divulgação/São Paulo FC

Time mais irregular do Brasil, o São Paulo volta a oscilar no pior momento. Depois de abrir sete pontos de vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro, a equipe tricolor viu a diferença para o Internacional cair para apenas três faltando nove rodadas para o término da competição. Um cenário perigoso para um clube na fila desde 2012 e que não sabe lidar com o peso de liderar.


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A derrota para os reservas do Santos, por 1 a 0, foi sintomática. Na primeira chance que teve de apagar o vexame de Bragança Paulista, onde levou quatro gols no primeiro tempo e terminou goleado pelo Red Bull Bragantino, o São Paulo fez ainda pior ao perder de um time recheado de garotos que jogou por uma bola. A instabilidade são-paulina, porém, tem menos a ver com a qualidade dos atletas e mais com o fato de a maioria não saber administrar a responsabilidade de estar na frente.


Aqui não se discute a capacidade de Igor Gomes, Gabriel Sara e Brenner. Nada disso. Mas, por serem jovens, eles têm de enfrentar as dificuldades sem a experiência de quem já ganhou. O que, aliás, é outro problema sério no São Paulo. À exceção de Daniel Alves, ninguém foi campeão de nada relevante, nem os mais rodados, como Reinaldo, Tiago Volpi e Arboleda. Aí complica mesmo.


Por falar em Daniel Alves, o jogador mais badalado e caro do elenco segue tendo o apoio incondicional de Fernando Diniz, aquele que não pensou duas vezes em xingar Tchê Tchê de “mascaradinho”, “perninha” e “ingrato” na frente de todo mundo. Daniel cometeu erros que resultaram em gols dos adversários nas duas últimas partidas, sendo a falha contra o Santos decisiva. Contudo, nas palavras de Diniz, o saldo dele ainda é bastante positivo.


Seja como for, não dá para imaginar Daniel Alves ficando no banco de Hernanes, em franca decadência, ou de Tréllez e Gonzalo Carneiro, que brigam com a bola. Ruim com Daniel Alves, pior sem ele, que, por sua vez, poderia abandonar a mania de querer mostrar ser craque a cada toque na bola e simplificar mais a maioria das jogadas.


Para conquistar o Campeonato Brasileiro, o São Paulo vai ter de fazer aquilo que parece improvável: recuperar a confiança e ganhar jogos improváveis em meio à pressão. O primeiro deles será contra o Athletico-PR, domingo (17), na Arena da Baixada, estádio no qual o time paulista costuma ter sérias dificuldades. Caso alcance os três pontos em Curitiba, o São Paulo chega em boa condição para a “final” com o Internacional, na rodada seguinte, no Morumbi.


Será que São Paulo e Diniz aguentam o tranco?


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