[[legacy_image_9779]] Do início de temporada empolgante, quando exibiu um futebol vistoso, intenso e ofensivo, com direito a várias vitórias elásticas, o Santos teve uma sensível queda de rendimento após a eliminação precoce da Copa Sul-Americana. Depois daquele empate em 1 a 1 contra o modesto River Plate, do Uruguai, no Pacaembu, em 26 de fevereiro, que causou a queda na única competição internacional que o time disputaria em 2019, a equipe de Sampaoli parece ter perdido o rumo. De lá para cá foram quatro jogos e, apesar do desempenho geral ainda ser favorável, com duas vitórias (Oeste e América-RN) e um empate (Corinthians), além da derrota para o Novorizontino, a performance santista deixou a desejar. Já não se veem em campo a mesma volúpia de jogo e a efetividade no ataque. Não à toa, são duas partidas sem balançar a rede. Estudado pelos adversários, o Santos não conseguiu mais impor o seu estilo de jogo, fato comum antes da desclassificação na Sul-Americana. Algumas limitações da equipe também passaram a ser evidentes, como a dificuldade de saída de bola quando o rival marca sob pressão. Peças que custaram caro, como Soteldo e Cueva, não mostraram a que vieram até agora. Raros lampejos não valem nem de longe os milhões investidos e os altos salários pagos para a dupla, contratada a pedido do argentino. Já Rodrygo parece estar mais preocupado em arrumar as malas e se mudar para Madri do que se despedir do clube que o revelou mostrando um futebol que justifique os 45 milhões de euros desembolsados pelo Real. Fora de campo, a diretoria contribui para o momento de desequilíbrio da equipe, atrasando os salários. Apesar de alguns jogadores, como os zagueiros Luis Felipe e Gustavo Henrique, terem minimizado o episódio, é óbvio que nos bastidores esse tipo de problema gera insatisfação. Hora de dar as cartas Diante deste diagnóstico, o desafio do Santos no segundo mata-mata do ano não poderia ser mais duro. Enfrentar o Red Bull, time de melhor campanha no Paulistão até esta terça-feira (19), será uma prova de fogo a partir do próximo final de semana. Mas, apesar de encarar uma equipe que tem um técnico experiente, jogadores rodados e boas revelações, o Alvinegro tem a obrigação de avançar às semifinais do Paulistão. OK, camisa e tradição não vencem jogo e o futebol só é o que é por não ser uma ciência exata, mas uma nova eliminação precoce pode fazer o trabalho do técnico sofrer as primeiras fissuras. Afinal, se todos concordam que é necessário tempo para que um trabalho seja construído e renda frutos, por outro lado as críticas podem minar o respaldo que os torcedores sempre deram a Sampaoli. Passar pelo bom time do Red Bull faria a equipe resgatar a confiança, gerando o embalo necessário para crescer na reta final, quando teria, provavelmente, os arquirrivais de São Paulo em eventuais semifinais e finais. Cabe, pois, a Sampaoli e aos jogadores mostrarem que agora quem dá bola é o Santos.