[[legacy_image_63263]] Uma equipe aguerrida, obediente taticamente, que não vive o melhor momento técnico e sofre para fazer gols, mesmo tendo em sua linha ofensiva os nomes de referência do elenco. Este é o San Lorenzo, da Argentina, último obstáculo para o Santos alcançar a fase de grupos da Copa Libertadores deste ano. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O confronto em ida e volta entre o Peixe e o Ciclón ocorrerá nas duas primeiras semanas de abril - a primeira partida será na Argentina e a segunda, na Vila Belmiro - e a luta dos argentinos será evoluir em 15 dias para tentar segurar Soteldo, Marinho e companhia. O San Lorenzo teve uma temporada passada instável e ainda paga o preço por isso. Após bom início na Copa Diego Maradona, que valeu como o Campeonato Argentino de 2020, perdeu fôlego, foi eliminado e viu o técnico Mariano Soso se demitir em janeiro. Para seu lugar, o clube trouxe Diego Dabove, que montou um competitivo Argentinos Juniors e classificou o time à Libertadores 2021. Mas alguns fatores que desestabilizaram o vestiário no ano passado ainda não foram sanados por ele e podem custar caro na busca pela classificação. Antes vistos como solução no ataque, os irmãos paraguaios Romero se tornaram um abacaxi ao San Lorenzo. O meia Óscar e o atacante Ángel (aquele que fez fama no Corinthians) protagonizaram episódios de desentendimento e brigas com o resto do elenco, deram chilique por irem à reserva e hoje lutam por um espaço no time titular. A dupla chegou como solução em 2019 e virou um estorvo. O sonho de muitos torcedores era que os dois fossem negociados, mas como nenhum clube oficializou proposta por eles, Óscar e Ángel vão tocando o barco no Ciclón - o segundo até fez um gol na vitória de quarta-feira (17) sobre a Universidad de Chile, por 2 a 0, que selou a classificação do San Lorenzo para o confronto com o Santos. Além disso, seja com ou sem os paraguaios em campo, Dabove vem sofrendo para melhorar o ataque do time campeão da Libertadores em 2014. Em cinco jogos na atual edição do Campeonato Argentino, por exemplo, foram míseros três gols anotados - em três partidas, o time saiu zerado de campo - e oito sofridos. Na somatória de todas as competições, o San Lorenzo estava há cinco jogos sem vencer até o triunfo contra os chilenos. Hoje, o principal nome ofensivo do time é Franco Di Santo, que teve uma passagem apagada pelo Atlético-MG entre 2019 e 2020, mas sabe colocar a bola no fundo da rede, nem que seja aos trancos e barrancos. Tanto que fez dois gols nas duas partidas contra La U. O desempenho do centroavante nesses duelos também serve para um alerta ao técnico santista Ariel Holan. Com seu 1,93 metro de altura, Di Santo fez a festa a cada bola aérea alçada em sua direção (os dois gols que marcou nasceram em cruzamentos) e este tipo de jogada tem sido a principal dor de cabeça para a defesa do Santos há tempos. Sem ficar no muro, o Alvinegro é favorito neste mata-mata, mas o San Lorenzo será uma prova de fogo aos Meninos da Vila, mesmo com seus problemas.