[[legacy_image_26308]] Quando os santistas já se empolgavam com a sequência de três bons jogos da equipe (Palmeiras, Defensa y Justicia e Mirassol), eis que o Santos voltou a entrar no modo “início de temporada” na noite desta terça (10), na Vila Belmiro, pela Copa Libertadores. Menos mal que, apesar da atuação ruim contra o Delfín, do Equador, Lucas Veríssimo garantiu a vitória com um gol de cabeça, em mais um lançamento preciso do mastro Carlos Sánchez. Resultado que deixou a equipe com folga na liderança do Grupo G (6 pontos, contra 1 ponto de Olímpia e Delfín, além do Defensa y Justicia, que ainda não pontuou). E com a classificação encaminhada às oitavas de final da competição sul-americana. Não sei se foi a Vila Belmiro vazia, em razão da punição da Conmebol, resquício daquela confusão em Santos x Independiente pela Libertadores 2018, no Pacaembu. Ou se foi o cansaço do time, que vem enfrentando uma maratona de jogos neste mês de março. Mas a verdade é que o Alvinegro voltou a jogar naquela rotação que irritou a torcida, com razão, nas sete primeiras rodadas do Campeonato Paulista. Lento, sem ímpeto ofensivo, errando muitos passes e com pouca inspiração. Fosse nesta terça (10) um adversário mais qualificado do que o Delfín e o Santos poderia ter amargado um resultado ruim, que jogaria por terra a bela vitória na estreia, por 2 a 1, de virada, sobre o Defensa y Justicia, na Argentina. Oscilação natural, mas perigosa Após apenas dois meses de trabalho, é natural que a equipe oscile entre um jogo e outro. O técnico Jesualdo Ferreira vem frisando isso a toda entrevista. Mas é preciso encontrar logo o equilíbrio, pois a fase inicial do Paulistão está chegando ao fim. Com mais três jogos pela frente no Estadual (São Paulo, fora; Santo André, com mando santista em Barueri, e Nororizontino, fora), o Peixe terá no início de abril o primeiro jogo decisivo do ano: o “mata” pelas quartas de final do Paulistão. Na Libertadores, o Olímpia é o próximo adversário, na Vila Belmiro, na próxima terça (17), às 21h30, fechando o turno. A equipe sai para jogar contra Delfín e Olímpia em abril e encerra a primeira fase no dia 5 de maio contra o Defensa y Justicia, em casa. Ou seja: em um espaço curto de tempo, o Santos terá partidas decisivas. Jogos em que uma atuação como a que o time teve contra o Delfín podem comprometer uma classificação. Inegável que Jesualdo Ferreira já conseguiu fazer o Santos evoluir, mas é preciso estar alerta.