[[legacy_image_16184]] Para quem gosta de futebol e está cada vez mais assustado com as partidas horrorosas que ocorrem no Brasil, os próximos dias prometem com as decisões de dois torneios europeus que marcarão o fim da temporada. Nesta sexta-feira (21), Sevilla e Internazionale ficam frente a frente para definir quem será o vencedor da Liga Europa. No domingo (23), será a vez de Bayern de Munique e Paris Saint-Germain duelarem para saber qual o novo dono do troféu da Liga dos Campeões. Na final desta sexta, a Internazionale surge como favorita por conta da qualidade técnica de seus atletas. O que o belga Lukaku joga é de encher os olhos, sendo muito mais que um atacante brigador e forte fisicamente. A inteligência para definir jogadas e abrir espaços justificam o empenho que o técnico Antônio Conte teve em sua contratação. Do outro lado, o Sevilla - papa-títulos da Liga Europa, com cinco taças nos últimos 14 anos - tem um bom conjunto e atua melhor quando não precisa ser o protagonista, mas vejo a equipe italiana com mais condições de voltar de Colônia, na Alemanha, com o troféu na mala. E o que dizer do jogo de domingo? Como poucas vezes ocorre na Liga dos Campeões, acabou dando a lógica e os favoritos para a decisão acabaram se garantindo. Há 15 dias, quando apontei aqui que PSG e Bayern tinham tudo para decidir a Champions, não imaginava que haveria um 8 a 2 dos alemães sobre o Barcelona, tampouco que os franceses teriam como rivais na semifinal o RB Leipzig, mas o fato é que o clube que pratica atualmente o futebol mais bonito no mundo e um dos times com mais estrelas chegam com justiça à decisão em Lisboa. Por mais que finais nem sempre entreguem ao torcedor tudo o que ele espera, as peculiaridades da pandemia - como ausência de torcida nas arquibancadas - podem contribuir a um jogo mais solto, que dê gosto de assistir. O Bayern me encanta desde que demitiu, ainda em 2019, o técnico Niko Kovac e apostou em Hansi Flick. O alemão recuperou os veteranos e abriu o caminho a jovens talentos como Davies e Gnabry. Não à toa, o time fez incríveis 42 gols em 10 jogos no torneio. Por sua vez, o Paris Saint-Germain não mostra um futebol tão vistoso, mas possui craques que podem resolver qualquer parada em um piscar de olhos - Neymar, Mbappé e Di Maria são referências - e dá sinais de amadurecendo depois de diversas campanhas frustrantes nos últimos anos. Eliminar Atalanta e RB Leipzig para muitos não era mais que obrigação, mas para o PSG foi uma tremenda evolução. Mais do que favoritos, zebras ou o duelo entre Neymar e Lewandowski para ver quem será o melhor jogador do mundo, o que me deixa com a expectativa elevada para as duas finais é saber que a bola deverá ser bem tratada e as partidas terão tudo para se tornar um ótimo programa a quem se propõe a ficar por duas horas diante da TV, rádio, celular ou computador pelo prazer que o esporte pode proporcionar. Futebol é paixão, técnica e diversão. Pena que nem todos entendem e insistem em maltratar nossos olhos e corações.