[[legacy_image_63426]] O Brasil, nesta terça-feira (16), bateu mais um triste recorde. Daqueles que não nos orgulhamos. Subimos cada vez mais alto no pódio de incompetência no combate à pandemia de covid-19. São 2.798 mortes em apenas 24 horas. São mais vítimas do que no World Trade Center no atentado de 11 de setembro de 2001. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Mesmo com esses números, sendo que só no estado de São Paulo foram quase 700 mortes, a Federação Paulista de Futebol, na figura do presidente Reinaldo Carneiro Bastos, tenta burlar de toda forma a determinação do governo paulista, que proibiu atividades esportivas e, por consequência, os estaduais durante a fase emergencial do Plano São Paulo, que deve seguir, ao menos, até o dia 30 deste mês. O site GE publicou uma nota, assinada pelos 16 clubes da série A-1 do Paulista, a elite do estado, junto de outras entidades ligadas à competição, em que dizem que estão todos conscientes da gravidade da pandemia e lamentam a situação, mas que confiam nos protocolos e que não encontram argumentos científicos e médicos que sustentem a paralisação da competição. Agora, eles pensam até em judicializar a questão para, na força, retomar o Paulistão. Enquanto isso, eles tentam levar o Paulistão para outros estados. No entanto, uma coisa me chamou a atenção. Na lista de assinaturas está lá: "Andrés Enrique Rueda Garcia - Presidente Santos FC". O mandatário santista foi exaltado com um oásis dentro do futebol em 4 de março. Na data, em uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele disse: "O protocolo (do futebol) é coerente, mas, mesmo assim, a coisa foge do controle de uma maneira geral. E o futebol também tem que ter uma participação no sofrimento, isso dói, mas precisamos parar". Houve até quem, mais cético, duvidasse desta postura do presidente do Peixe. Chegaram até a falar que uma pausa, agora, favoreceria o Santos, que estava com técnico novo e atletas importantes contundidos. Daria o tempo necessário para o clube se preparar melhor para a temporada. Em outro trecho, Rueda ressaltou a preocupação com a pandemia. "Com dor no coração, a situação está nos assustando muito, estamos perdendo a sensibilidade, falamos de vidas que não têm sentido de serem perdidas. Qualquer medida para salvar uma vida vale". O que mudou para, agora, o presidente do Santos apoiar, até na base de processo judicial, a volta do futebol paulista? O discurso foi muito bonito, mas não se sustentou por mais que 15 dias. Afinal, de que lado está Andrés Rueda?