[[legacy_image_230327]] Vivemos num tempo no qual a violência e o medo tomaram conta das nossas ruas. Talvez nós tenhamos deixado de notar, mas não caminhamos pela cidade com a tranquilidade que deveríamos ostentar. Andamos receosos, escondendo a carteira, telefone celular ou qualquer outro bem que possa chamar a atenção de um criminoso. Andamos de bicicleta atentos ao trânsito e, igualmente, com receio de sermos roubados. Nos automóveis os vidros fechados são regra e, como se não bastasse, o número de carros blindados aumenta a olhos vistos tamanha a sensação de insegurança por nós suportada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Isso nem sempre foi assim. Ainda me lembro de um tempo no qual as crianças podiam brincar nas ruas e praias sem medo de serem vítimas de crimes. Podíamos andar de bicicleta, jogar bola ou taco na rua e os nossos pais não tinham o enorme receio que hoje se tem. Um tempo em que ao invés de carros blindados podíamos andar com os vidros dos carros abaixados – até com carros conversíveis – sem medo algum. Infelizmente não vivemos mais essa realidade e os crimes e a violência fizeram com que a nossa postura social fosse mudada gravemente. Não precisamos ir longe para trazer exemplos da violência que nos circunda. Na madrugada da última sexta-feira (16) um policial militar aposentado foi alvo de vários tiros no bairro do Catiapoã em São Vicente. O noticiário apontou que os criminosos efetuaram os disparos e, ato contínuo, fugiram levando a arma da vítima. Este foi o quarto ataque a policiais aposentados na Baixada Santista apenas neste mês e o terceiro apenas em São Vicente. A Polícia Civil está investigando se há relação entre os casos. Esse singelo recorte nos mostra de forma cabal que nem mesmo policiais treinados e armados estão protegidos diante dessa gigantesca onda de criminalidade que nos assola. A população parece estar à mercê do crime cada vez mais organizado enquanto o poder público mostra-se cada vez mais incapaz de apresentar uma resposta satisfatória à sociedade. Fingir que não está acontecendo não é alternativa e a situação chegou a um ponto que considero insustentável. As pessoas precisam viver em segurança! Considero a segurança pública como a mola propulsora de todos os segmentos produtivos da sociedade. Não se tem educação, turismo, saúde sem que as pessoas possam transitar livremente sem medo de serem vítimas de crimes. É com a garantia dessa liberdade de ação que as potencialidades humanas se revelam. Não é possível a criação de um ambiente de negócios e investimentos sem contarmos com a certeza de que estes serão realizados em sua plenitude. Já passou da hora de vencermos esse desafio de forma definitiva e garantirmos essa condição a toda sociedade. Para que consigamos garantir isso é indispensável que se invista nos policiais, especialmente nos equipamentos e na remuneração justa. É fundamental que tenhamos um número suficiente de profissionais trabalhando durante todo o ano e não apenas durante as férias de verão, pois somente com a presença firme das autoridades seremos capazes de retomar essa sensação de estarmos seguros. Necessitamos aproximar as polícias da população e buscarmos entender o importante papel exercido por elas que, muitas vezes, é mal compreendido. É essencial que unamos forças. Todos contra a criminalidade.