[[legacy_image_266434]] Neste próximo domingo comemoraremos mais um Dia das Mães. Muitos podem imaginar que tratar desse assunto é algo simples, afinal, anualmente somos convocados a refletir sobre essa figura tão importante das nossas vidas. Afirmo, sem medo de errar, que escrever sobre as nossas mães é um grande desafio. Não é fácil abrir o coração para escrever a respeito daquelas que nos dão a vida e nos ensinam a amar e a sermos amados. Mulheres que empregam toda a dedicação, paciência e sabedoria para nos ajudar a crescer e a forjar o nosso caráter. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Procuro encontrar uma maneira de prestar uma homenagem às mães e acabo por viajar no tempo. Descubro que a única maneira de fazer isso é falando sobre a minha mãe e, recordando tantos momentos vividos, percebo que um singelo texto jamais seria capaz de traduzir em palavras essa fantástica experiência. De qualquer forma, humildemente, o farei: a minha chama-se Nadir e é a mulher mais extraordinária que já conheci, me ama incondicionalmente e se sacrifica em busca do meu bem-estar e da minha felicidade. Trabalhou uma vida inteira para que eu pudesse estudar e contar com as ferramentas necessárias para que eu pudesse atingir os objetivos. Sempre teve uma atitude bastante curiosa, pois nunca foi de “fazer festa” para as minhas conquistas. Limita-se, até hoje, a me parabenizar, mas discretamente. Aprendi com o passar dos anos que foi a maneira que ela encontrou de me ensinar que tudo é passageiro e não que poderia me deixar levar pelas efêmeras vitórias deste mundo. Apesar de ser filho único e lidar, injustamente, com a fama que todo filho nessa situação conta, a de ser “mimado”, não foi assim que aconteceu comigo. A minha mãe, quando do enfrentamento das adversidades, encontrou forças para se manter de pé e aos seus, demonstrando uma força que só as mães podem apresentar. Da mesma maneira que não é dada a comemorações efusivas quando das vitórias, não agia de forma atribulada e temerária diante dos inúmeros problemas experimentados pela família. Com equilíbrio e segurança, foi e é uma fortaleza na minha vida e de todos que contam com o privilégio do seu convívio. As suas demonstrações de afeto sempre se deram através de atos e poucas palavras. Lembro-me, ainda criança no Colégio Santista e, quando chegava de perua escolar, lá estava ela, sentada me esperando chegar para me dar um beijo antes de ingressar na sala de aula. Fez isso todos os dias durante o ensino fundamental, renunciando ao seu horário de almoço para me ver. Confesso que é difícil segurar a emoção lembrando desses momentos... Ter a possibilidade de escrever essas linhas e contar com o convívio da minha mãe é algo maravilhoso. Não existe nada mais importante na vida de uma pessoa que a figura materna. É um amor único, inalterável, incomensurável e duradouro ao longo dos anos. Agradeço a Deus pela minha e por todas as mães do mundo, pois o papel desempenhado por essas mulheres é fundamental para que consigamos manter vivo o sonho de sermos felizes e realizados. Mãe obrigado por ser exatamente assim! Eu te amo!