[[legacy_image_260391]] Escrever uma coluna semanal é um privilégio e, igualmente, uma grande responsabilidade. Demonstrar os meus amores e dores, o meu ponto de vista a respeito de um tema simples ou de maior complexidade periodicamente é algo que não muda apenas a vida daqueles que se dispõem a lê-las, mas, especialmente, a minha própria. Acabo por discorrer sobre os meus sentimentos, princípios e valores, tudo aquilo que considero de mais caro. É através do meu sentir que procuro contribuir com a vida das pessoas, e não é nada fácil. O desafio é constante e, até certo ponto, inquietante, pois começo a pensar a respeito dessa composição no minuto seguinte à última publicação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essa preocupação se dá em razão do compromisso que tenho comigo de propor uma reflexão sobre os temas do cotidiano. Vivemos num tempo no qual um número significativo de pessoas renunciou à prerrogativa de pensar sobre assuntos essenciais do nosso mundo. Perdemos boa parte do senso crítico e nos deixamos levar por muito do que nos é ofertado através das redes sociais. Procuro, mesmo que minimamente, contribuir para que não permaneçamos acomodados em convicções que paralisam o nosso desenvolvimento e o avanço da humanidade. Família, infância, amigos, direito, o papel do tempo nas nossas vidas são apenas alguns dos temas que trago aos leitores para que possamos, juntos, progredir em ideias que, ato contínuo, se tornarão ações efetivas na construção de uma sociedade fraterna e plural. É preciso trabalhar esse sentimento de mudança porque o progresso individual não será obtido através de uma fórmula simples e mágica. A internet está repleta de mensagens maravilhosas e frases de efeito, mas se não trazidas para o mundo real através das nossas atitudes elas de nada valem. Evidentemente que não se trata de uma empreitada fácil. Mostrar os seus sentimentos e procurar mover as coisas de lugar através de palavras e do aprimoramento pessoal é um enorme desafio. Com tantas “facilidades” e “atalhos” ofertados para se chegar ao sucesso em todos os campos da existência humana, falar em trabalho e que nada será fácil, de fato, não é a fala mais sedutora que poderia ser dita. Todavia, não se trata do mais fácil, mas daquilo que precisa ser defendido e, sobretudo, entendido. É essencial que consigamos dar esse passo enquanto sociedade. Abordei numa recente coluna que escrever é um ato de coragem. Na coluna deste sábado, em razão do progresso imposto pelo próprio fazimento de tantas outras colunas, conclui que não apenas de coragem é feita essa jornada. É necessário mais. Naturalmente que apontar um caminho que se entende devido e as supostas respostas encontradas é dever daquele que se põe a abrir o seu coração. Entretanto, o desafio maior que encontrei, e talvez o mais difícil de conviver, é se olhar no espelho e saber que, apesar das respostas para tantas questões, nem sempre consigo fazer aquilo que tem que ser feito. Não é fácil trilhar o caminho que escrevo.