[[legacy_image_150090]] Desde o momento que descobri que uma pessoa tinha que exercer uma profissão, quis ser Advogado Criminalista e Professor de Direito. E lá se vão quase 20 anos de trabalho e dedicação para transformar esse sonho em realidade, ou melhor dizendo, percorrer essa jornada tão edificante que, a cada dia que passa, se mostra mais importante do que o próprio ponto de chegada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Mesmo com convicção, esse caminho mostrou-se difícil e os medos e incertezas tomaram conta do meu coração muitas vezes. A vontade de desistir apareceu, mas apesar disso, a determinação em prosseguir e a busca pela evolução e realização falaram mais alto naqueles momentos. Fez-se importante nessas etapas a participação da família, amigos e todos aqueles que contribuíram para a viabilização desse processo. Este singelo relato da minha vida auxilia no ponto que esta coluna se presta a chegar: nem todas as pessoas têm a certeza de qual profissão querem exercer, o que pretendem cursar, ou mesmo não contam com o apoio adequado para atingir os seus objetivos. E está tudo bem. Absolutamente nenhuma pessoa no mundo terá a mesma percepção, o mesmo cenário e personagens iguais ao de outra para viver a sua história. Sendo assim, o principal instrumento capaz de garantir oportunidades iguais de transformação na vida é a educação. Sem essa ferramenta essencial não é possível o aprimoramento das instituições, dos modelos sociais, das legislações e, especialmente, do nosso modo de pensar e agir. A própria forma de educar está em constante evolução. Não podemos mais considerar a educação como a transmissão de uma quantidade “x” de conhecimento a respeito de um determinado tema, apenas. Pensar desta forma facilitará um terreno propício para um desarranjo social, ocasionando uma série de frustrações e desencontros vocacionais. Para que isso não ocorra, é preciso identificar os talentos, desenvolver a inteligência emocional, o senso de trabalho em equipe, despertar a consciência que a evolução individual contribui para a melhora da sociedade como um todo, conectar os alunos ao mundo digital, desenvolver uma formação atenta à realidade e individualizada de cada discente proporcionando as ferramentas para que ele seja o protagonista do seu crescimento. Enfim, permitir que ele possa atingir a sua realização pessoal. Caso queiramos mudar o presente é preciso estar com os olhos voltados para o futuro. A educação que concede autonomia, senso crítico, que desperta a capacidade investigativa e lúdica, independentemente do estágio educacional do estudante, permitirá que este faça as melhores escolhas para a sua vida, tornando-se um sujeito ativo no seu processo de desenvolvimento, contribuindo, não só para si, como também para a construção de uma sociedade mais igualitária.