(FreePik) Nesta última quarta-feira (16), fomos surpreendidos pela comemoração do Dia do Chefe. Confesso que, até então, desconhecia a existência desse dia. A ideia de ter uma data específica para celebrar o "chefe" me pareceu, à primeira vista, algo engraçado. Afinal, quem foi que teve a brilhante ideia de eleger um dia para uma função que carrega tanta controvérsia? Se formos sinceros, a palavra "chefe" desperta sentimentos mistos. Porém, a surpresa do dia não parou por aí, e decidi transformar esse momento em algo divertido — ou, ao menos, tentei. Neste ano, também completo 20 anos de advocacia criminal e não posso deixar de mencionar que compartilho essa longa jornada com meu sócio, o advogado Érico Lafranchi. Nossa amizade remonta aos tempos de faculdade e, ao longo dessas duas décadas, nossa parceria só se fortaleceu. Brinco sempre que me aproximei dele, lá nos tempos acadêmicos, por sua inteligência e sua liderança, que sempre foi muito mais elegante do que impositiva. Mas, sinceramente, o que mais me atraiu nessa sociedade foi o valor que sempre enxerguei nele, muito além de qualquer título ou função. Há uma frase atribuida a Bill Gates que me vem à mente: “Se me tirassem tudo, eu precisaria apenas de um amigo e de uma ideia para recomeçar”. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que ele estava certo. Ter um sócio, que é também um amigo, com quem você pode contar em qualquer circunstância, é uma sorte que poucos têm. E não, esse texto não se trata de uma homenagem ao meu sócio (mesmo porque ele detesta esse tipo de coisa), mas me permito uma breve menção por conta da situação inusitada que vivemos neste tal "Dia do Chefe". Quando me dei conta da data, já era tarde, mas decidi agir de imediato. Reuni toda a equipe do escritório e fomos todos à sala do Érico. Em seguida, começamos a aplaudi-lo sem parar. Ele, claro, ficou completamente confuso, sem entender nada do que estava acontecendo. Foi aí que expliquei: “Hoje é o Dia do Chefe, e como tal, você merece essa pequena homenagem”. A reação dele? Bem, ele não gostou muito, afinal o Érico detesta ser chamado de chefe. Mas, entre risadas, todos nós sabíamos que ele está muito longe de representar o conceito tradicional de um “chefe”. A verdade é que ele exerce uma liderança sutil naquilo que lhe compete, baseada em dois pilares que considero essenciais: ética e conhecimento. Ele não precisa levantar a voz, impor regras rígidas ou adotar uma postura autoritária para que todos o sigam. Seu exemplo fala por si, e isso faz dele alguém muito além de um "chefe". Então, mesmo que ele não goste do título, deixo aqui meus parabéns ao Dr. Érico. Feliz Dia do Chefe, ainda que você, de fato, não seja ou pareça com aquilo que imaginamos ao pensar nessa palavra.