[[legacy_image_232163]] Confesso aos amigos que me acompanham que escrever um texto para ser publicado numa véspera de Natal não é uma tarefa fácil. Tanto já foi escrito, reproduzido em filmes e séries a respeito desse momento tão especial na vida de todos nós que resta pouco para ser abordado. Sentado diante de minha escrivaninha, observo a linda árvore de Natal montada por mim e pela minha filha e um turbilhão de sentimentos passam a tomar conta do meu coração. Começo a pensar que talvez não se trate de escrever algo autêntico ou inovador, mas de renovar aquilo que ouvimos desde sempre e por vezes ignoramos durante o ano. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O primeiro Natal que me vem à mente enquanto criança é, sem dúvida, a mais doce lembrança que tenho da infância. Devia contar com algo em torno de cinco ou seis anos de idade e aquelas imagens de festa e alegria jamais sairão da minha mente. Meus pais, avós, tios e tias reunidos, algo raro durante o ano por causa dos compromissos profissionais de todos eles, mas naquele instante, o sentimento que tive é que poderíamos estar juntos para sempre, numa doce reunião de pessoas que se amam e o tempo, caprichoso, insistia em mantê-los distantes pelas circunstâncias da vida. Procurava aproveitar cada momento, ansioso por saber se o Papai Noel traria o meu presente, afinal, a minha cartinha já tinha sido enviada há muito tempo. Tirava “sarro” dos meus primos dizendo que achava que eles não seriam lembrados e não ganhariam presentes. Reconheço que não deveria ter feito isso, mas crianças são assim mesmo! Apesar de todas essas estrepolias, as quais poderiam dar ensejo a um livro, havia um entendimento de que se tratava de um momento espiritual, afinal, estávamos diante do nascimento de Jesus Cristo e isso nos foi passado desde sempre. Considero que essas oportunidades foram essenciais para a formação da minha personalidade e todos deveriam viver situações como essas. A família é sinônimo de alegria, felicidade, bons momentos e, igualmente, a oportunidade de serem passados os valores que compõem a alma e o coração das pessoas. Os meus olhos se enchem de lágrimas no instante que escrevo essas palavras em razão dessas lembranças e, também, por não poder abraçar mais muitos daqueles que embalaram esses Natais tão importantes da minha vida. O que me resta é agradecer a Deus a chance de ter vivido e, especialmente, aprendido isso que relato hoje. É tempo de renovarmos a nossa esperança, entendermos que a mudança que pretendemos para o mundo começa dentro dos nossos lares e o Natal é o ponto de partida para a construção dessa melhora. A lição de amor e humildade deixada por Jesus Cristo para a humanidade é o mapa para que nós sigamos e possamos transformar essa doce lembrança de Natal lançada no texto numa realidade que seja vivida por todos e durante todo o ano, e não apenas no período de festas. Vivemos um momento em que se tornou fundamental que nos comprometamos em difundir esse bom sentimento na sociedade. Na meia-noite de hoje será aberta a porta de mais um Natal nas nossas vidas. Beijemos, abracemos e renovemos os votos de amor e felicidade. Criemos memórias e afetos que serão lembrados para sempre por aqueles que amamos. Perdoemos e nos deixemos perdoar com humildade e sabedoria, pois foi uma das mais importantes lições que o aniversariante da noite nos presenteou e não podemos decepcioná-lo. Deixemos que o Papai Noel entre nas nossas casas e, furtivamente, dê os presentes e a todos acolha. Amor, fé e esperança para todos! Feliz Natal!