[[legacy_image_63236]] Recentemente, vibrei muito com um passo importante que demos para o Estado de São Paulo, quando conseguimos aprovar na Assembleia Legislativa uma lei que proíbe o acorrentamento de animais domésticos, com punição aos infratores. A ideia era acabar com histórias tristes de animais que passam longos períodos sem poder correr, brincar, interagir e muitas vezes, comer, já que existe uma limitação imposta. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na ocasião, ao publicar essa notícia, fiquei imensamente feliz com a recepção popular que apoiou massivamente a ideia, tanto nas redes sociais, como nas ruas, em lugares públicos onde estive. Para mim, tratava-se de um momento importante para a evolução do convívio com os animais, numa clara demonstração de correção de muitas injustiças que todos sabemos, ainda acontece. Porém, poucos dias depois, fui surpreendido com o veto do governador João Dória à medida. Talvez minha surpresa tenha sido maior do que o esperado, justamente pelo fato de tratar-se de algo tão óbvio como é o bem estar animal. Afinal, quem de nós concorda com esse martírio? Qual ser humano acha normal o sofrimento de um cãozinho, por exemplo. Diante dessa atitude, me pergunto onde queremos chegar como seres humanos? Sim, vivemos um momento crítico da humanidade, mas o foco e o esforço pela nossa sobrevivência não impede que continuemos trabalhando para melhorar tudo como um todo. A pandemia é o assunto principal. Ponto. Não se discute isso. Mas temos a obrigação de manter as coisas andando. No meu julgamento, Doria mostrou-se insensível a uma causa que toca a muitos. E todos nós perdemos.