[[legacy_image_65492]] O número de infectados, de ocupação em leitos e óbitos no Brasil pouco tem intimidado parte da população que ignora os apelos feitos pelos órgãos públicos em relação ao distanciamento social. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Essas pessoas demonstram total falta de sensibilidade com aqueles que sofreram pessoalmente com a doença ou perderam alguém em função dela, ao mesmo tempo que desmerecem o esforço feito por grande número de empresários – pequenos, médios e grandes - que fecharam seus estabelecimentos durante o processo de lockdown, colocando em risco o futuro de seu empreendimento. Nesta quarta-feira (14), o Governo divulgou números assustadores nas providenciais ações executadas por uma força tarefa, criada para fiscalizar e coibir reuniões e comércios clandestinos que possam gerar aglomeração. Acredite: só nos últimos 30 dias, 69 mil fiscalizações no Estado e quase duas mil e quinhentas autuações somente na capital. Reitero minha opinião de que essas pessoas devem ser responsabilizadas pela ação extremista que tivemos que passar. Foram elas – ou ainda são – as responsáveis pelo fechamento da praia, dos shoppings, dos calçadões... São egoístas e inconsequentes, porque viver em sociedade é respeitar o bem coletivo. É entender que seu direito termina quando começa o do próximo. E aceitar que só teremos de volta nossa rotina se todos decidirem compartilhar o esforço. Ao descumprir essa ordem, esses indivíduos tripudiam sobre a crise econômica que vem tirando o sono de comerciantes, profissionais informais e pessoas desempregadas que se desesperam diante da falta de perspectiva. Desrespeitam toda a classe médica que tem se doado na luta desproporcional contra a doença. Fazem apologia ao anarquismo, assim como riem daquela que talvez seja a maior crise sanitária de todos os tempos.