(Unsplash) O dólar tem operado em alta e chegou ao patamar de R\$ 6,20, um recorde! A disparada da moeda vai afetar a vida das pessoas e os negócios no setor portuário brasileiro. As importações beiram a inviabilidade face aos altos custos de compra e taxas que existem, tornando tudo muito mais caro e impulsionando a inflação no País. No mundo dos negócios, viajar para tratar de acordos ou contratos se torna cada vez mais impossível ao somar o custo das passagens aéreas, que também serão afetadas, estadia e despesas em dólar. O mercado começa a repensar como e de que maneira irá se comportar em 2025. Do outro lado, o exportador está muito feliz, pois aumenta sua rentabilidade com o dólar nas alturas. É evidente que isso beneficia uma pequena classe e concentra ainda mais a renda. O dólar alto inviabiliza o consumo de bens acabados em nosso País e nós ainda contamos com uma indústria sucateada pelo discurso de proteger algo que não temos e que já sabemos que dificilmente teremos. Itens essenciais como combustíveis, eletrônicos e alimentos dependem de insumos internacionais e, com o câmbio atual, beiram à alucinação para muitos. Com o dólar alto, os exportadores, de forma legítima, irão preferir exportar seus produtos. Isso irá encarecer ainda mais a vida das pessoas comuns. A soja é um bom exemplo disso. Outro setor que deve ser absurdamente impactado nessa temporada é o de navios de cruzeiros, que cobram o consumo a bordo em dólar. Tomar um refrigerante ao custo de US\$ 3 ou US\$ 4 é algo inimaginável, não é? Estamos imaginando que um simples refrigerante pode chegar aos R\$ 24,00. Usar o cartão de crédito pode ser uma péssima maneira de começar o ano se você tem um cruzeiro agendado, pois a conversão será feita no dia e nem ninguém sabe qual será o valor daqui um mês, por exemplo. Além disso, não esqueça do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ao agronegócio brasileiro, o ano termina com boas expectativas em vendas face ao dólar alto. Por outro lado, para as empresas que dependem de produtos importados, como as indústrias de eletrônicos, automotiva e até mesmo de medicamentos, enfrentarão maiores problemas e certamente repassarão ao consumidor final. Eu e você. Vale considerar e explicar que nosso agro não está fora de riscos, pois vivemos o jogo do mercado muito mais expostos que nossos principais concorrentes. Além dos custos, impostos e péssima infraestrutura de estradas, ferrovias, acesso aos portos e armazenagem. Logo, oferta, demanda, São Pedro e dólar fazem o show dos altos riscos do produtor brasileiro. Além de tudo isso, com juros mais altos, os investimentos podem sofrer impactos. Ao captar dinheiro para realizar investimentos, o custo pode ser maior e o risco pode não valer a pena. A indústria já prevê reajuste para janeiro de 2025 e alta da inflação. O Natal está chegando caro, mas precisamos ficar atentos para 2025. A ceia pode ser boa neste ano, mas, com o dólar alto, alguém já estragou a ceia de muitos.