(Claudio Neves/Portos do Paraná) Se existe um indicador claro sobre o comportamento do viajante contemporâneo, ele está nos números da indústria de cruzeiros. Em 2024, o mundo registrou 34,6 milhões de cruzeiristas. O maior número da história. Para 2025, a projeção é de 37 milhões. Em 2026, devemos alcançar 39,9 milhões de passageiros embarcando ao redor do planeta. Esses números representam muito mais do que crescimento estatístico. Representam pessoas escolhendo viver experiências completas, práticas e diversas em uma única viagem. Representam famílias reunidas, novas gerações descobrindo os mares e os rios, viajantes ampliando horizontes. Hoje, são 310 navios membros da Associação Internacional de Cruzeiros Marítimos (Clia) em operação global, com capacidade próxima a 704 mil leitos, operados por 43 companhias oceânicas e 27 fluviais. A indústria cresce em escala, mas também em inovação, tecnologia, sustentabilidade e variedade de roteiros. Os cruzeiros oferecem experiências para diferentes perfis de viajantes. Há embarcações voltadas ao público familiar, opções de luxo mais exclusivas, roteiros de expedição, viagens fluviais sofisticadas e itinerários que percorrem praticamente todos os continentes. Pelo Brasil e América do Sul, do Caribe ao Mediterrâneo, do Norte da Europa ao Alasca, da Patagônia à Ásia, a indústria amplia continuamente suas possibilidades. O mundo está navegando mais porque o produto não para de evoluir. No Brasil, a temporada 2023/2024 registrou 844 mil cruzeiristas embarcados, um recorde histórico. Mesmo com a temporada 2025/2026 contando com dois navios a menos em operação na costa brasileira, o dado reforça algo muito claro: o brasileiro é apaixonado por cruzeiros. Seja navegando pelo nosso litoral ou explorando roteiros internacionais, nossos viajantes continuam encontrando no mar uma forma especial de lazer, descanso e conexão com o mundo. A Clia e o Brasil conhecem o potencial dos cruzeiros em nosso litoral. Sabemos da capacidade de geração de emprego, renda e desenvolvimento regional que essa atividade proporciona. Nossa indústria seguirá trabalhando para que o país acompanhe a curva ascendente da indústria global e para que os números voltem a crescer também por aqui. Mais do que volume, estamos falando de qualidade de experiência. De navios cada vez mais modernos, itinerários mais variados, serviços aprimorados e um setor que investe continuamente para surpreender seus passageiros. Globalmente, 75% das vendas de cruzeiros continuam sendo realizadas por agências de viagens. Em um produto cada vez mais diverso e sofisticado, o papel do consultor torna-se ainda mais relevante. É ele quem traduz possibilidades, orienta escolhas e ajuda o viajante a transformar números e tendências em experiências reais. Por isso mesmo, não poderia deixar de reforçar o recado: nos dias 14 e 15 de março, Santos receberá um grande encontro de capacitação do setor. Profissionais de todo o Oaís estarão na Cidade para se atualizar e fortalecer ainda mais esse mercado. É mais um passo na construção de um ambiente preparado para transformar crescimento global em resultado local. A indústria de cruzeiros segue avançando. O mundo navega mais. E o Brasil tem todas as condições de seguir nesse mesmo rumo. Nos vemos a bordo.