[[legacy_image_209763]] Como Pelé, Michael Jordan, Michael Phelps, Bobby Fischer, Ayrton Senna do Brasil e mais alguns poucos, Roger Federer se foi para uma mais do que merecida aposentadoria. Em Londres, na sexta-feira, depois de um jogo de duplas pela Laver Cup, o lado frio do suíço finalmente deu lugar à emoção. Foi seu último ato na quadra, comprovando que é humano. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Federer chorou! E com ele muitos fãs pelo mundo. Fará falta em todos os sentidos. Como jogador, ídolo, cavalheiro, personalidade mundial carismática e ser humano mais do que especial. Um tenista completo, com “todos os golpes”, como se diz no meio esportivo. Perfeito tanto no jogo de base como no estilo saque-voleio. Inteligente e extremamente estratégico. Sob palmas e reverências de adversários e amigos como Rafael Nadal, Novak Djokovic, Andy Murray e alguns da chamada new generation, como Stefanos Tsitsipas, Frances Tiafoe e Alex de Minaur, entre outros, Federer chegou ao fim. Sua última partida foi de duplas, tendo como parceiro o eterno adversário pelo mundo, Rafael Nadal. Foi a segunda vez que jogaram juntos, a primeira ocorreu em 2017, também na Laver Cup. Por ironia, encerrou sua carreira com uma derrota, por 2 a 1, contra os americanos Francis Tiafoe e Jack Sock, numa competição promovida por uma de suas empresas. Na prática, um torneio amistoso, denominado Europa contra o resto do mundo. Só estrelas do presente e do passado, como Bjorn Borg e o incrível John McEnroe, cada um comandando uma equipe. Por ironia, Federer encerrou sua carreira com uma derrota. Não importa, era apenas uma festa de despedida, seu último jogo como profissional, o adeus ao mundo que, com certeza, jamais o esquecerá. Se não foi o melhor de todos os tempos, foi um dos gênios do tênis, integrante do grupo de fenômenos como Rod Laver, Bjorn Borg, John McEnroe, Jimmy Connors, André Agassi, Pete Sampras e os ainda jogadores Novak Djokovic, Rafael Nadal e Sir Andy Murray. Federer ganhou tudo, até Roland Garros, seu grande sonho e desafio íntimo, pela dificuldade que sentia em jogar no saibro. Só de Grand Slams foram 20 títulos e, no geral, 103 em simples. Foi também medalha de ouro na Olimpíada, nas duplas, em 2008, campeão da Copa Davis, em 2014, seis títulos de ATP Finals e número 1 do mundo durante 237 semanas consecutivas. Há outros feitos e recordes, alguns sobrevivem até hoje, como oito títulos na grama sagrada de Wimbledon. A lista é quase interminável, comprovando que se trata de um ser “extra-terrestre”, um artista como poucos, comparado aos grandes gênios dos mais variados setores. Aos 41 anos, Federer ainda sonhava em jogar “um pouco mais”, mas o corpo pediu uma trégua definitiva, depois de 22 anos de sacrifícios e muita dedicação. O suíço até tentou desafiar o tempo e o físico, se submetendo a três cirurgias e longas recuperações, porém, ficou claro que tinha chegado ao seu limite. Infelizmente, esse é o final dos grandes ídolos e exemplos mundiais, cada um a seu tempo. O importante é o que fizeram, a história que escreveram e, principalmente, o exemplo que deixaram para a humanidade. É óbvio que, apesar do grande talento natural, do dom que Deus lhes deu, nada seria possível se não houvesse dedicação, sacrifício e vontade de ser um atleta diferenciado, e não apenas mais um. O ideal seria que Roger Federer fosse eterno, tamanha sua grandeza. Como não é possível, resta o consolo de que entrou para a eternidade.