[[legacy_image_202871]] Pela segunda vez no ano, o sérvio Novak Djokovic está fora de um dos torneios que integram o chamado Grand Slam, os quatro mais importantes do circuito. Dessa vez, o tenista não participará do US Open (Aberto dos Estados Unidos), que começa amanhã nas quadras de Flushing Meadows – Corona Park, em Nova Iorque, é o fechamento da dura temporada de verão americana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Mais uma vez, Djoko ficará de fora por não ter ainda se vacinado contra a covid-19. O torneio não exige a imunização, mas a legislação sanitária norte-americana a considera obrigatória para entrada no País. Sem dúvida, há que se respeitar a posição do sérvio, é um direito pessoal, ainda que viva numa sociedade cuja imensa maioria aderiu à luta contra a pandemia. Não é a primeira vez que o ex-número 1 do mundo trava uma luta contra um torneio do Grand Slam. No início do ano, a polêmica ocorreu na Austrália, nos dias que antecederam o Australian Open. Djoko foi até preso e acabou deportado, sob acusação também de irregularidades na documentação de acesso àquele país. Rafael Nadal, um de seus grandes adversários na década, além do suíço Roger Federer, considerou “uma triste notícia” a ausência do tenista nos Estados Unidos. Porém, foi claro: ninguém está acima das regras e do esporte. Em razão de sua intransigência, Novak Djokovic tem acumulado grandes prejuízos, desde à imagem até financeiros. Sem contar as consequências no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). Pelos torneios que não disputou e os pontos que perdeu, o sérvio é, hoje, apenas o sexto colocado e poderá até ficar de fora do chamado top ten, os dez melhores do circuito. Ele perderá os 1.200 pontos conquistados com o vice-campeonato de 2021, caindo para um total de 3.570 pontos. E mais: ainda corre o risco de não disputar o Australian Open de 2023, já que, em razão da deportação, seu visto de entrada no país foi cancelado e, se nada mudar, não poderá obter um novo pelo prazo de três anos. Inegavelmente, até pelos 35 anos, caminha para um final de carreira sob contestação, praticamente na contramão da sociedade mundial. Está mais do que cientificamente comprovada a importância da imunização. O posto de numero 1 do mundo será disputado entre Daniil Medvedev, Rafael Nadal e o espanhol Carlos Alcaraz, a maior revelação da temporada. Quem chegar ao título, automaticamente, assumirá o ranking da ATP. Além de Djoko, o US Open não terá Roger Federer, que ainda se recupera de uma segunda cirurgia no joelho. Por seu nível técnico, por sua história, fará muita falta. Talvez volte no próximo mês num torneio na Suíça, que poderá, infelizmente, ser o último de sua carreira profissional. Ausência à parte, muitas são as atrações do US Open 2022. Uma delas, principalmente para nós, será Bia Haddad, que faz uma temporada histórica e ocupa hoje a 15a posição do ranking da WTA. Um feito fantástico, há muito o Brasil, depois de Gustavo Kuerten, não tinha um tenista entre os 15 melhores do mundo. Bia estreia amanhã contra a croata Ana Konjuh, ex-top 20 e atual número 118 do ranking mundial. Se vencer, talvez tenha pela frente a canadense Bianca Andreecu, campeã em Nova Iorque em 2019. Pela confiança e o elevado nível técnico, Bia tem tudo para realizar um grande torneio e quem sabe até chegar ao top ten. Quem também estará em NY, mas dessa vez apenas para acompanhar uns dias do torneio, é a brasileira Luisa Stefani, praticamente recuperada da séria contusão no joelho, ocorrida no ano passado. Segundo informações, o retorno às quadras ocorrerá na próxima semana, no Japão, numa quadra de saibro, para que a volta seja gradativa e numa superfície mais leve. O Brasil ainda terá Tiago Monteiro, que “furou” o qualifying e, nas duplas, Marcelo Melo, Bruno Soares e Marcelo Demoliner. Por fim, uma atração superespecial: Serena Williams, que praticamente encerrará sua carreira nesse torneio. Sua estreia será amanhã, na quadra central, contra Danka Kovinic, na abertura da rodada noturna.