[[legacy_image_204623]] Em relação ao campeonato de 2021, sem dúvida, o Santos está melhor. Não, porém, o suficiente para ignorar o risco de rebaixamento ou para efetivamente sonhar com uma vaga na Libertadores de 2023. Ou dar orgulho aos seus torcedores. Os números, conforme levantamento feito por A Tribuna, comprovam: no ano passado, ao final da rodada 24, a equipe tinha 28 pontos e ocupava a 15ª colocação, contra 34 pontos hoje e a oitava posição. E com boas perspectivas de chegar a 37 pontos, se vencer amanhã o Goiás na Vila Belmiro. Em caso de vitória, se o Atlético-MG confirmar sua má fase, o time assumirá a sétima posição. Segundo os matemáticos e a própria história do Brasileirão, quem atingir 45 pontos estará praticamente fora da faixa da degola. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A partir da rodada deste final de semana, faltarão 13 etapas, com a disputa de 39 pontos. Com certeza, se vencer o Goiás, o Santos terá toda a tranquilidade para continuar sua campanha sem a pressão do rebaixamento. É inegável: um avanço, se forem consideradas as últimas performances na competição nacional e até nos campeonatos paulistas de 21 e 22. Ainda que o futebol seja principalmente resultado, tecnicamente o Santos está longe de sua tradição. Principalmente quando joga fora, as apresentações são até decepcionantes, apesar de vez ou outra conseguir evitar a derrota. Foi assim, por exemplo, no último confronto, contra o Cuiabá, que terminou com o empate de 0 a 0. E, mais uma vez, com o tradicional destaque: o goleiro João Paulo, com incríveis defesas. Aliás, tem sido uma rotina, não fosse ele, o time certamente estaria numa situação muito difícil. Além de João Paulo, é justo ressaltar que a defesa vem executando um bom trabalho, é a segunda melhor da competição, ao lado do Flamengo, com 20 gols sofridos, perdendo apenas para o Palmeiras, líder tranquilo do campeonato. No ataque, em relação a 2021, o Santos também mostra pequena evolução, registrando até a rodada de hoje 27 gols marcados, contra 23 na última temporada. Um pequeno crescimento, é verdade, comprovando que o setor ofensivo ainda carece de forte poder. Com a volta de Soteldo e o retorno de Marcos Leonardo no jogo desta segunda (5), a esperança é maior. O venezuelano, além de sua identidade com o clube, é habilidoso e inteligente, tem tudo para compor com Marcos Leonardo uma dupla decisiva. O centroavante, a exemplo do goleiro João Paulo, é outro que faz a diferença. Apesar da baixa estatura, é forte, rápido e sabe decidir um lance. Sem qualquer comparação, na medida que se trata de um dos grandes craques da história do futebol mundial, lembra o hoje senador Romário. Vai do perfil físico à capacidade de se colocar na área para definir o lance. Ou até mesmo arrancar da intermediária, independentemente do porte dos marcadores. Em síntese: há esperança para este final de temporada e uma boa perspectiva, a partir da contratação de reforços. Sem qualificar a equipe, contudo, continuará apenas como mais um coadjuvante. É preciso planejamento e ambição, os melhores exemplos são Palmeiras e Flamengo e até o Fluminense. Os dois primeiros, além de grande qualidade, têm elenco, o que é fundamental para quem disputa duas ou até três competições simultâneas. Ambos são os claros protagonistas da temporada. O Flamengo já está na final da Libertadores, afinal, venceu o jogo de ida contra o Velez, na Argentina por 4 a 0. O Palmeiras, apesar de ter perdido por 0 a 1 para o Athletico-PR, tem tudo para reverter em São Paulo. Assim, devem fazer a final da Libertadores 2022, no Equador. E devem duelar até a rodada final do Brasileirão, ainda que o Palmeiras continue sendo o grande favorito.