[[legacy_image_206301]] A semana, sem dúvida, teve de tudo. Desde a morte da rainha Elizabeth II ao reaparecimento do Rei Pelé, depois de um longo silêncio, ainda que por meio de mensagem, justamente para a majestade que conheceu pessoalmente em 1968, em pleno Maracanã. E que mais tarde, em 1997, o condecorou com a Ordem do Cavaleiro do Império Britânico, a mais alta honraria do Reino Unido. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A morte da rainha entristeceu o mundo e, com certeza, particularmente, o nosso Rei. Afinal, não há como esquecer o encontro no Maracanã repleto, num amistoso entre as seleções de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os paulistas venceram, por 3 a 2, e Pelé, além de fazer um dos gols, recebeu a taça das mãos de sua majestade. Um momento histórico e raro. A semana, ainda no esporte, teve a despedida da “rainha” Serena Williams, uma lenda do tênis mundial e protagonista também de grandes lutas sociais. Não hesitou sequer em se afastar por anos do tradicional torneio de Indian Wells, quando ela e sua irmã Venus foram vítimas de preconceito racial. A cidade do mesmo nome mais parece um oásis, ao sul de Palm Springs. A despedida de Serena ocorreu no seu palco predileto: Nova York, onde se realiza o último grande torneio da temporada. Como a tenista aparentemente não estava na melhor de sua forma, toda a festa foi preparada para a primeira rodada, imaginando que fosse derrotada. Teimosa, ganhou o jogo, venceu o segundo e só deu adeus definitivo na terceira rodada, quando perdeu, no terceiro set, para a australiana Ajla Tomljanovic. Depois de 856 vitórias e 73 títulos de simples, com 23 de Grand Slams, além de U\$ 94 milhões somente em prêmios, foi embora como uma rainha, em companhia da irmã Venus, que também fez história. Quem não viu ou não acompanhou a história e carreira das duas irmãs que veja o filme King Richard: criando campeãs, estrelado por Will Smith. Elas foram frutos da persistência e obstinação do pai, Richard Williams, que um dia, quando as duas se enfrentaram na final do US Open, afixou na quadra central um cartaz com os seguintes dizeres: “Welcome to the Wiliams show” (Bem-vindos ao show das Williams). Ainda no tênis, a semana mostrou que finalmente a nova geração chegou com classe e juventude. Nem Nadal, nem Federer e nem Djokovic, a final hoje do US Open será entre Carlos Alcaraz, de 19 anos, espanhol, e Casper Ruud, de 22, norueguês. Quem vencer será o novo número 1 do mundo. No atletismo, mais um fenômeno, daqueles que aparecem do nada de tempos em tempos: Alison dos Santos, campeão mundial dos 400 metros com barreiras e, de forma invicta, vencedor da temporada de 2022 da Diamond League, principal circuito de provas do planeta. Nas pistas, simplesmente ignora os adversários, como muitas vezes fez o jamaicano Usain Bolt nos 100 metros. No futebol, uma zebra: a eliminação do Palmeiras, pelo Athletico-PR, após o empate por 2 a 2. No agregado, o time paranaense venceu por 3 a 2. Durante um bom tempo, a equipe paulista jogou com 10 jogadores, em razão da expulsão do zagueiro Murilo. Uma pena, a expectativa era uma nova final entre Palmeiras e Flamengo. Salvo imprevistos, a final no Equador será mais uma festa carioca. Ainda no futebol, Tite fez a última convocação antes da Copa do Mundo. Anunciou um grupo com algumas novidades, com clara conotação de últimos testes em algumas posições. Anunciou Bremer e Ibañez, zagueiros da Juventus e Roma, da Itália, respectivamente, além do lateral Alex Telles, do Sevilha. E, finalmente, também pela pressão nacional, chamou Pedro, do Flamengo. O que mais chamou a atenção foi a ausência de Daniel Alves, atualmente no Pumas, do México. A justificativa foi um problema clínico do jogador. Porém, não convenceu. Por fim, a decepção da semana: a derrota do Santos, em plena Vila Belmiro, por 1 a 2, para o Goiás, a confirmar que se trata de um time que não inspira confiança. Do sonho de se aproximar do G-6, ficou o medo silencioso do fantasma do rebaixamento. Em síntese, semana repleta, da tristeza na realeza britânica ao novo fracasso na casa do Rei Pelé.