[[legacy_image_214871]] O problema é recorrente: de tempos em tempos, Neymar está envolvido em nova polêmica. Dentro e fora do campo, o que é pior. Sem dúvida, é um jogador tecnicamente diferenciado, um craque, digno de constar numa lista atual dos cinco melhores do mundo. Em comparações diretas, porém, principalmente em termos de comportamento, Neymar está bem abaixo. Basta, por exemplo, avaliar a postura de Messi e até mesmo de Cristiano Ronaldo. Ou mesmo de seu último desafeto, colega de PSG, Kylian Mbappé, cuja postura é muito mais profissional. Na semana passada, o craque holandês Marco Van Basten, três vezes vencedor do prêmio Bola de Ouro, depois da partida do PSG contra o Reims, definiu o brasileiro como “um grande chorão”, pelas muitas reclamações. Porém, foi também contundente, destacando que Neymar é um provocador contumaz (verdade) e quase sempre na sequência se faz de vítima. Por fim, causando surpresa, por seu perfil sempre comedido, disse que se trata de um “jogador sujo e desagradável” dentro de campo. Exageros à parte, é inegável, o holandês está certo. Quem acompanha os jogos do PSG percebe claramente que poucos o admiram, principalmente pelo comportamento. Consta que na última janela de transferência o PSG tentou negociá-lo com o chamado “big six”, os seis maiores clubes do mundo, e nenhum aceitou. Para piorar e confirmar o triste quadro, a semana nos grandes centros da Europa, incluindo a Paris, termina com longas matérias indicando que Mbappé o quer fora do PSG. E que isso teria sido uma cláusula para que renovasse com o clube. Não foi a primeira nem a última vez que esse assunto entrou na ordem do dia. Em campo, a distância entre ambos é visível. No geral, às vésperas da Copa do Mundo, preocupa muito esse comportamento de Neymar. Com 30 anos, já deveria ter amadurecido como homem e como atleta. A questão parece mais ampla, com origem na educação e na formação. Tudo remete à célebre entrevista concedida pelo técnico Renê Simões, então no comando do Atlético-GO, na Vila Belmiro, quando Neymar rigorosamente humilhou o treinador do Santos da época, Dorival Junior. Depois de tantos anos, observa-se que a contundente manifestação foi um grito de alerta. Infelizmente, não assimilado pelo jogador e seu estafe. Uma pena! Na verdade, Neymar é “mundial”, está envolvido em polêmicas e problemas no Brasil, na Espanha e agora na França. No país espanhol, a questão ainda envolve sua transferência do Santos para o Barcelona, cujo julgamento deve ocorrer nos próximos dias. No foco central, o pagamento de impostos e outros detalhes que podem respingar até mesmo na Vila Belmiro. No PSG, Neymar criou problemas desde que chegou, incialmente com o então maior ídolo da torcida, o uruguaio Cavani. O brasileiro foi vaiado pela própria torcida ao impedir que o atacante cobrasse um pênalti na goleada de 8 a 0 sobre o Dijon e se tornasse o maior artilheiro da história do clube. Atitude mesquinha e desnecessária, demonstrando falta de grandeza e espírito de grupo. Na sequência, vieram outras, entre elas a decisão de voltar ao Barcelona, sem qualquer respeito ao contrato assinado e ao grande investimento feito na sua contratação. Felizmente, sofreu seu primeiro grande revés e o PSG o obrigou a ficar em Paris. Seguiram-se muitas outras, ultimamente pela postura em campo. Praticamente a cada jogo se envolve em questões disciplinares, seja ameaçando adversários ou se fazendo de vítima com quedas espetaculares. Assim, ganhou a fama de “cai-cai” no Mundial da Rússia, em 2018.