(Cesar Greco/Palmeiras/by Canon) A última rodada do Campeonato Brasileiro, com todos os jogos neste domingo (8), a partir das 16h, promete emoção. A disputa pelo título está restrita a Botafogo e Palmeiras, que têm 76 e 73 pontos, respectivamente. Na parte de baixo da tabela, a tensão é grande, pois quatro times correm o risco de rebaixamento para a Série B: Atlético-MG, Athletico-PR, Fluminense e Red Bull Bragantino. Importante observar que esse quadro da zona da confusão envolve três grandes times do Brasil e um quarto que trabalha para se inserir no principal patamar no futebol, com base em um modelo de clube-empresa. Por enquanto, oficialmente rebaixados estão Cuiabá, Atlético-GO e Criciúma, restando uma vaga para definir o grupo que, em 2025, disputará a Série B, numa competição difícil, complicada e extremamente tensa. Dos quatro ameaçados, a situação mais “confortável” é a do Bragantino, que só depende de uma vitória. Em tese, uma tarefa fácil, pois joga em Bragança Paulista contra o Criciúma, já rebaixado. O Fluminense tem uma difícil missão: enfrenta o Palmeiras no Allianz Parque, que precisa vencer para, caso o Botafogo perca para o São Paulo, conquistar mais uma vez o título de campeão brasileiro. A performance do tricolor carioca na competição é frustrante e caracterizada pela instabilidade. Nada faz crer que conseguirá pelo menos um ponto contra o Palmeiras, o que o livraria do rebaixamento, na medida em que os Atléticos jogam entre si. Ambos precisam vencer para não depender de outro resultado. Entre os quatro sob ameaça, há um ponto em comum: a troca de treinador na temporada. Sem exceção, todos demitiram técnicos, um deles por mais de uma vez. O pior foi o Athletico-PR, que começou o ano com Juan Carlos Osório, que comandou o time por 12 jogos e usou 12 formações diferentes. Depois veio Cuca, que durou pouco mais de três meses. Na sequência, o uruguaio Martin Varini. Por fim, houve um interino e agora é Lucho Gonzalez a comandar o Furacão. As demissões e trocas nos quatro ameaçados significam, no mínimo, quebra de sequência do projeto idealizado no inicio da temporada. E mais: a cada mudança, novas contratações desesperadas e sem critério. O Galo joga hoje sob comando de um interino, já que Gabriel Milito foi demitido após a derrota para o Botafogo na final da Libertadores e para o Vasco no Brasileirão. Esse quadro envolvendo os quatro ameaçados é prova cabal de que o futebol atual cada vez mais rejeita improvisos e soluções no calor da emoção. Na bolsa de apostas, o mais provável é que a última vaga na Série B fique entre Athletico-PR e Fluminense. Em termos de título, o Botafogo parece que superou de vez o trauma de 2023, quando perdeu a taça para o Palmeiras de forma bisonha. As recentes vitórias foram convincentes e inquestionáveis. Hoje, sem dúvida, é o melhor time do País e tem tudo para finalmente conquistar o Brasil depois de 29 anos. Em síntese, emoção no topo e embaixo. Que tudo, porém, fique no limite do campo, sem vandalismo e demonstrações de selvageria por parte dos torcedores do que time que for rebaixado.