<div> <div> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.340583" attr-version="policy:1.340583:1694087278" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.340583/legacy_image_50943.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption"> ( Divulgação/Copa América )</span></p> </div> <div>Houve um tempo em que os finalistas da Copa América eram bem previsíveis. Na maioria das vezes, Brasil e Argentina. Ou Uruguai, de vez em quando, para contrariar a lógica. Raramente uma surpresa, com o Chile dirigido pelo incrível Jorge Sampaoli.</div> <div>Nos últimos anos, independentemente de estar ou não na final, alguns países tentam furar o domínio de Brasil e Argentina. A cada edição dão sinal de querer entrar no grupo dos três. A evolução é clara, o maior exemplo é a Colômbia, que na verdade sempre foi um adversário indigesto, pela rivalidade e pelo estilo violento.</div> <div>Este ano, porém, chegou com autoridade, eliminando até o Uruguai na semifinal, com apenas 10 jogadores. E faz hoje a final contra a Argentina, campeã mundial e que ainda tem Lionel Messi e outros. Outra novidade, sem dúvida, foi a Venezuela de Soteldo e Rincón, com uma campanha surpreendente. O Equador é outro emergente a buscar um espaço entre os líderes do Cone Sul.</div> <div>Na contramão, infelizmente, está o Brasil, que na teoria conta com jogadores de elevado nível técnico, como Vinicius Jr., Rodrygo, Raphinha, Lucas Paquetá, Martinelli e até o jovem Endrick. Se tem tantos jogadores considerados estrelas do futebol mundial, fazendo sucesso em seus clubes, por que o Brasil só tem decepcionado? Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, é apenas o sexto colocado, numa campanha pífia.</div> <div>A explicação para a situação do Brasil no cenário mundial parece óbvia, a começar pelo técnico e seguindo pelo aspecto tático. Nossos treinadores, e não só Dorival Júnior, há muito não evoluem, parecem presos a esquemas superados no futebol mundial. A única exceção, pelo menos tentando inovar ou mudar o perfil geral brasileiro, é Fernando Diniz, que fez sucesso no Fluminense no ano passado e recentemente foi demitido.</div> <div>Diniz e seu Fluminense chegaram a encantar o Brasil, conquistando o inédito título da Libertadores da América, em 2023. Tanto é, que acabou assumindo a seleção brasileira, mas foi ejetado como muitos outros pela diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).</div> <div>No jogo contra a Colômbia, ficou clara a diferença tática entre as duas seleções. Literalmente, os colombianos não deixaram o Brasil jogar, com a chamada marcação alta desde a saída de bola. O Brasil adotou o sistema de grande parte dos times brasileiros, aguardando o adversário em seu próprio campo, dando espaços. Só não perdeu por sorte.</div> <div>Contra o Uruguai, o panorama se repetiu taticamente: nossas ‘estrelas’ foram sufocadas e nos pênaltis veio a derrota. Antes das cobranças das penalidades, a cena patética do grupo fechado num círculo e Dorival Júnior do lado de fora. O treinador tentou justificar, alegando que tanto no Flamengo, como no São Paulo, entre outros, nesses momentos sempre evitou participar da corrente.</div> <div>Algumas imagens até mostraram tal postura nos clubes, porém, a presença no meio do grupo é uma demonstração de liderança, de comando, de autoridade. No lado uruguaio, se viu um Marcelo Bielsa unido com seus atletas, terminando como vencedor.</div> <div>A realidade é que no Brasil se impõe uma mudança de hábitos e costumes. É preciso romper com a mesmice que tem caracterizado o futebol brasileiro. Carlo Ancelotti foi um sonho de verão, nada além, algo inatingível. </div> <div>Com certeza, a solução está aqui, bem próxima, e se chama Abel Ferreira, português e técnico do Palmeiras. Seu trabalho é incrível em termos de conquistas de títulos e agora no aproveitamento de jovens da base, como Endrick e Luiz Estevão.</div> <div>Mais importante: é um treinador tático, que não se prende a esquemas rígidos ou ortodoxos. É ousado e tem sempre a vitória como primeiro objetivo. Com certeza, é o único hoje em condições de mudar o futebol brasileiro.</div> <div>Hoje também tem a final da Eurocopa, reunindo o futebol de toques e ofensivo da Espanha e a tradição da Inglaterra, onde hoje se pratica o melhor futebol do mundo. O time espanhol é o favorito, mas o inglês tem Judi Bellingham, estrela de 21 anos que pode tirar a bola de ouro de Vinicius Jr.</div> <div>Essa competição foi reveladora, mostrando uma Suíça em plena evolução. Pelo caminho ficaram seleções como Alemanha, Itália, Bélgica e até a França de Mbappé, a demonstrar que a hegemonia de alguns está rigorosamente em xeque.</div> </div>