Vinicius Júnior recebeu críticas após partida pela Champions League ( Reprodução/Instagram ) Vinicius Júnior, o melhor jogador do mundo segundo premiação da Fifa, está novamente envolvido em uma grande polêmica. Mais uma vez, foi vítima de manifestação racista, condenável sob todos os aspectos. Isso, porém, foi apenas mais um detalhe do que ocorreu na partida entre Real Madrid e Valencia, sexta-feira, pelo Campeonato Espanhol. O palco novamente foi o Estádio Mestalla, casa do Valencia. Na prática, a história se repetiu: em 2023, numa partida entre os dois times, o brasileiro foi alvo de provocações e ofensas dos torcedores, que exibiram cartazes e entoaram cânticos de cunho racista. Em tese, era previsível que isso ocorresse, pois é nítida a ojeriza dos torcedores locais pelo craque brasileiro. Esse substantivo feminino se refere a um sentimento de aversão, repulsa, nojo, repugnância, antipatia e rancor. Sem dúvida, não cabe em lugar nenhum, ainda mais no futebol, esporte que sempre influencia o torcedor. O craque brasileiro foi novamente perseguido pelo público em Valência desde o início do jogo. Sempre que recebia a bola, sofria os mais variados tipos de hostilidade. Para piorar o quadro, aos 32 minutos do segundo tempo, se desentendeu com o goleiro Dimitrievski e acabou expulso. Nessa altura, o Real perdia por 1 a 0. O lance, basicamente, teve uma provocação do adversário, que deu um leve toque na cabeça do brasileiro, por entender que houve simulação na tentativa de cavar um pênalti após um lance aparentemente normal. Vinicius reagiu rapidamente, com um empurrão que depois foi interpretado como uma agressão, com auxílio do VAR. O craque se descontrolou por completo, precisando até ser contido pelos companheiros, preocupados com eventual agressão ao árbitro. Foi o estopim para que os torcedores, de forma bem nítida, iniciassem nova manifestação de racismo, com imitações e gritos de “mono”, que significa macaco em espanhol. Uma cena deplorável, que se repetiu em razão da falta de uma ação enérgica por parte do clube e principalmente da Fifa. Só mesmo com punições severas aos torcedores e às instituições tais episódios serão banidos do futebol. Vinicius Júnior tem apenas 24 anos e, teoricamente, é um jovem que ainda carece de grande experiência. Porém, apesar da idade, pelo status que conquistou, já adquiriu maturidade para manter o equilíbrio dentro e fora do campo. Sua reação à provocação (ou agressão) do goleiro do Valencia foi desmedida, levando a crer que, infelizmente, ainda é imaturo. Com certeza, há limites para ofensas e agressões. Em alguns casos, é praticamente impossível se controlar. Contudo, uma personalidade de seu porte não pode ter reações intempestivas e desequilibradas. Os danos à sua imagem são enormes, além de criar um clima negativo e indiretamente estimular outros a praticarem. O lance da expulsão é um bom exemplo, pois deveria e poderia ter sido evitado, permanecendo no papel de vitima eventual. E ainda prejudicou sua equipe, que naquela altura perdia por 1 a 0. Assim mesmo, o Real Madrid virou para 2 a 1 e garantiu uma importante vitória e a liderança temporária da competição. Depois, no vestiário, o brasileiro pediu desculpas aos colegas de time e contou com a solidariedade do técnico Carlo Ancelotti, que considerou a expulsão um exagero. Vinicius pode pegar de quatro a 12 jogos de suspensão, causando problemas para o clube numa fase decisiva da temporada. Para alguns, esse novo episódio ampliou a possibilidade de Vinicius Júnior deixar a Espanha e seguir para o mundo árabe, que lhe fez recentemente uma proposta financeira absurda, seguindo os passos de Cristiano Ronaldo e vários outros. Se isso ocorrer, perderão o futebol e o Brasil, com Vinicius sendo apenas mais um na campanha para mudar a imagem de uma região onde os regimes, hábitos e costumes estão muito longe do mundo ideal. O melhor é combater o racismo no campo do inimigo e torcer para que o craque brasileiro resista sem aceitar o jogo do adversário. Ainda que seja muito difícil suportar tanta violência.