[[legacy_image_260530]] Com 20 clubes e a perspectiva de uma competição muito difícil, começou o Campeonato Brasileiro. Impossível prever o resultado final, por diversas razões. Muitos terão competições paralelas importantes e altamente rentáveis e o longo período de disputa dificulta qualquer previsão. Mas, na teoria, possível indicar quais times poderão ser protagonistas e os que exercerão o papel de coadjuvantes, sob ameaça até de rebaixamento. Sem dúvida, um dos grandes favoritos é o Palmeiras, por sua sólida estrutura, seu elenco qualificado e um técnico sério e competente, Abel Ferreira, o melhor do Brasil. A dúvida é se suportará as três competições simultâneas ou se em determinado momento priorizará uma ou duas delas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Pelo momento, em vez do Flamengo, em crise, também com chances aparece o Fluminense, legítimo campeão carioca sob comando de Fernando Diniz, um treinador diferenciado. No time titular, há jogadores especiais, como Cano, Marcelo e, principalmente, Paulo Henrique Ganso, em momento espetacular. É um craque, por ironia rejeitado pela torcida do Santos em 2022 sob o ridículo argumento de que um dia desrespeitou o clube. O Fluminense, contudo, não tem um grande elenco e isso pode ser decisivo. Apesar da grande crise, o Flamengo, pelo nível técnico de seus jogadores, agora comandados pelo imprevisível Jorge Sampaoli, também tem que ser incluído entre os favoritos. A dúvida será o resultado do trabalho do treinador argentino, com seu estilo agressivo e explosivo. Talvez o melhor para o atual momento crítico do clube fosse um técnico mais ponderado, para recuperar no primeiro momento o ambiente do grupo, sem decisões traumáticas. Na sequência, com algumas chances de conquista, podem ser indicados Atlético-MG, Corinthians ou um dos gaúchos. Num patamar abaixo, podem ser apontados Athletico-PR e Fortaleza, que têm demonstrado continuidade e planejamento de logo prazo. Os demais com certeza deverão ser coadjuvantes, lutando por vaga nas competições continentais ou evitando o rebaixamento. Com mais três apostas, todas do Água Santa, o Santos inicia neste domingo (16) sua participação no Campeonato Brasileiro, às 18h30, contra o Grêmio, que retornou à Série A e recentemente conquistou o título gaúcho, liderado pelo uruguaio Luis Suárez, contratado para restabelecer o status histórico do clube. Até agora, tem correspondido plenamente. Uma transação ousada e cara, porém, positiva a um time que tem como meta esquecer seus rebaixamentos. O Santos, ao contrário, mais uma vez optou por arriscar em termos de reforços, priorizando a gestão financeira, sob o comando do presidente Andres Rueda. Aliás, na última reunião do Conselho, consta que o dirigente escapou de um pedido de impeachment, rejeitado pela presidência pelo fato de o proponente não ter reunido o número de assinaturas necessárias para a formalização. Parece que conseguiu 20, mas o estatuto exige 30. Seu último pacote de contratações envolveu o atacante Bruno Mezenga, o lateral Gabriel Inocêncio e o meia Luan Dias. O grande reforço, na prática, é Soteldo, que está pronto para retornar após longo período de inatividade. Em relação à última temporada, pouco mudou em termos de efetiva melhoria de “qualidade técnica”. A rigor, o futuro do Santos é uma incógnita, com performance mais próxima de times como América-MG, Botafogo, Goiás, Red Bull Bragantino, Coritiba, Vasco, Cruzeiro, Bahia e até Cuiabá. É justo incluir nesse grupo o São Paulo, cuja irregularidade tem sido a marca de suas ultimas campanhas. Nesse segundo grupo, alguns até viraram SAF, na expectativa da montagem de um grande elenco. Porém, nenhum atingiu tal objetivo. O Brasileirão será também um grande teste para tal modelo de gestão – inegavelmente, os resultados serão um bom indicativo para o futuro desses clubes e de outros que refletem sobre a profissionalização do departamento de futebol. Uma coisa é absolutamente certa: será um campeonato emocionante.