[[legacy_image_223354]] Em meio a polêmicas, protestos políticos, arrependimentos como o de Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, acusações de escravidão envolvendo os operários que “construíram” fisicamente a Copa e até proibição de venda de cerveja no entorno dos estádios, começa hoje a Copa do Mundo de 2022. Os protagonistas da abertura serão Catar, país sede, e Equador, que fez boa campanha nas Eliminatórias do Cone Sul. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No campo, apesar de ausências importantes, tem tudo para ser uma grande competição, tendo o Brasil, é óbvio, como um dos favoritos, ao lado de França, Inglaterra, Espanha e nossa vizinha Argentina. A surpresa, para muitos, pode ser a Dinamarca, seleção que em outra Copa foi chamada de “Dinamáquina” e fracassou. A história mostra que dificilmente os chamados azarões, sem tradição, conseguem uma conquista de tal porte. O futebol, porém, é incrível, tanto é que ao longo das copas nem sempre venceu o melhor. Brasil, Holanda e Alemanha são bons exemplos. A seleção brasileira desembarcou ontem no Catar, depois de uma semana de treinos na Itália e muitas especulações sobre o time que estreará na competição na quinta-feira, contra a temida Sérvia. Uma delas, até absurda, envolve Vinicius Júnior, que poderia começar como reserva. A justificativa seria reforçar o potencial de marcação no meio-campo, um setor muito forte do nosso adversário. No treino de sexta-feira, apesar de a imprensa não ter acompanhado, surgiu a informação de que o craque do Real Madrid será titular. Que assim seja, deixá-lo na reserva, ainda que por um período, seria uma insanidade, além de burrice. Seria favorecer o adversário e abrir mão de um talento que pode decidir o jogo a qualquer momento. O brasileiro, além da opção tática que representa, por sua velocidade e habilidade, vive grande fase e é inegavelmente um dos três maiores jogadores do mundo. Tem tudo para ser o protagonista do time e da Copa do Mundo, superando até Neymar, que finalmente vive um momento de foco e equilíbrio. Esse viverá a última grande chance de se consagrar como um dos melhores em sua época. Se a preocupação é a marcação, que se “sacrifique” Paquetá, com Casemiro, Fred e Neymar no meio campo e Raphinha, Richarlison e Vinicius Júnior no ataque. Com certeza, a Sérvia é que terá que ter cautela com a nossa força ofensiva. No mais, Tite não deve ter dúvidas, talvez apenas na zaga, entre Eder Militão, Marquinhos e Thiago Silva. A opção pelos dois primeiros seria a ideal, pela juventude e pelo momento técnico. Salvo melhor juízo, como dizem os grandes juristas, o Brasil terminará a primeira fase em primeiro do grupo. A partir daí, na fase de mata-mata, cada jogo será uma decisão, envolvendo os mais variados componentes. Um detalhe, um erro grave ou um momento de desequilíbrio decidirão o futuro na competição. No ambiente do futebol nacional, muitas noticias importantes, desde a opção de Juan Plablo Vojvoda em renovar com o Fortaleza, apesar das propostas de Vasco, Atlético-MG e Corinthians, até o anúncio do Santos contratando Paulo Roberto Falcão como coordenador esportivo e Odair Hellmann para treinador. Na decisão de Vojvoda em continuar no Fortaleza, pesou a seriedade dos dirigentes, que não o demitiram mesmo com o longo período na zona de rebaixamento, e o projeto do clube em alterar seu status no cenário nacional. Um exemplo para muitos diretores e clubes brasileiros. Na Vila Belmiro, finalmente parece que a diretoria resolveu atuar profissionalmente. A contratação de Falcão é uma esperança, por sua história no futebol, dentro e fora do campo. Pode, sem dúvida, abrir uma nova perspectiva para o Santos. O ex-jogador, por exemplo, considera a constante troca de técnico como um “grande equívoco”, num primeiro recado para a diretoria, que fez das contratações e demissões de treinadores uma rotina em 2022. A opção por Odair Hellmann tem lógica, pela própria afinidade que existe entre os dois. Se conhecem e trabalharam juntos, além de terem um perfil semelhante. O técnico fez um grande trabalho no Internacional, reformulando o time com aproveitamento da base, e depois na seleção olímpica que conquistou um inédito ouro em 2016, como auxiliar de Rogério Micale. Junte-se a esse contexto a declaração do presidente Andres Rueda de que “os cofres do Santos estão mais recheados para contratações em 2023”. Em síntese, um bom cenário no Catar e finalmente na Vila Belmiro.