(Carlos Muza/Unsplash) Um governo gastador e inflação ascendente pesam no bolso da população e nos custos das empresas, mas geram oportunidades para investidores de títulos públicos. Não se trata do Brasil, mas dos Estados Unidos. No país mais rico do mundo, o presidente Donald Trump reduziu impostos para afagar o eleitor. Entretanto, ele não fez o dever de casa de reduzir as despesas governamentais. E não deu outra. Com muito dinheiro circulando no país e pressão da alta da energia e dos alimentos, com as guerras da Ucrânia e do Irã, os preços ao consumidor subiram e o Federal Reserve (Banco Central) começou a subir juros para reequilibrar a economia. Neste sábado (24) eles pagam em média 4% ao ano para papéis de curto prazo e até 5,5% para os que vencem em dez anos ou mais. Isso é muito para padrões dos EUA, apesar de serem bem mais baratos do que os do Brasil. A diferença está na segurança que eles garantem, devido à estabilidade e força dos EUA. Por isso, muitos brasileiros estão aproveitando para investir nos Treasuries. Há várias formas, desde abrir conta em corretora americana ou usar aplicativos brasileiros que operam com os EUA. Dá ainda para comprar indiretamente os Treasuries, sem tirar dinheiro do Brasil, comprando ETF, fundo com cota negociada em Bolsa, como o T10R11. Outra forma, é investir em BDRs de ETFs americanos vendidos na B3. São pelo menos sete opções, como BGOV39 (vencimentos variados) e BTLH39 (dez a 20 anos). Há cinco Treasuries principais. O T-Bills, de vencimento em um ano, o T-Notes, de dois a dez anos, com juros semestrais (parte dos juros é adiantada a cada seis meses), T-Bonds (de 20 a 30 anos), os Tips (proteção contra a inflação) e FRNs (pós-fixados de curto prazo). Conforme um aplicativo para brasileiros, os Treasuries custavam, na última quinta-feira, entre US\$ 593,44 (vencimento em 2052, pagando juros de 5,18%) a US\$ 1.106,97 (2037 e 5,95%). Porém, os Treasuries devem servir como forma de diversificar, protegendo os investimentos contra instabilidades no Brasil. Mas, para brasileiros, esses papéis têm impacto cambial – se o dólar desvalorizar, seu saldo vai encolher. Aposta no bitcoin Para o JP Morgan, o bitcoin vai render mais que ações e títulos públicos dos EUA e ouro nos próximos dez anos. O banco prevê rentabilidade anual de 10%, alta para os EUA, mas menos do que muitos esperam, que é fazer fortuna rapidamente. Vencedoras do 1º turno As ações de varejistas estão entre as ações que mais subiram desde o 1º turno da eleição. A Quero-Quero saltou 102% e a Magazine Luiza, 78%. Para comparar, o Itaú avançou 9%. Para analistas, o setor subirá mais se Flávio Bolsonaro vencer. Melhores fundos Segundo o portal Mais Retorno, o Trend XP Dominus, com alta de 46%, é o melhor fundo de ações em 6 meses. Já o Adnbank Block Ativos Digitais (58%), lidera no multimercado. Na renda fixa, o campeão é o TNB Inflação Curta Ativa (9,3%). Esta coluna é informativa e educativa e não faz recomendação de investimentos.