Opções para reserva de emergência, a caderneta de poupança rende 8,32% em 12 meses, enquanto o Tesouro Selic garante 15,05%. A primeira aplicação tem sido marcada pela perda de depositantes, não tanto pela competição do Tesouro, dizem analistas, mas para pagar dívidas. De qualquer forma, a poupança poderá sofrer baque extra com novo concorrente, o Tesouro Reserva, do Tesouro Direto, que será lançado na próxima segunda-feira com a promessa de ser simples e acessível. A novidade também poderá se tornar um páreo duro para fundos DI e as caixinhas de bancos digitais. O Tesouro Reserva pagará Imposto de Renda, mas será corrigido pela taxa Selic, o que daria hoje ganho líquido de 11%, superando com folga a poupança, que é isenta. Porém, o Tesouro Reserva terá uma vantagem, a de poder investir todos os dias, inclusive fim de semana e feriados. Os atuais títulos do Tesouro Direto garantem taxas excepcionais, mas para muitos investidores o acesso é difícil, pois é necessário utilizar os aplicativos das corretoras ou o sistema do próprio Tesouro Direto. Também é preciso se familiarizar com os nomes e a natureza dos papéis - um problema que desaparece com a prática e se informando de graça na internet. Entre as atuais opões, o Tesouro Selic é mais para saques diários e rende quase o mesmo que a Selic – se a Selic cair, ele também pagará menos. Há ainda o Tesouro Prefixado, com o investidor sabendo de antemão com que taxa será remunerado. O papel, entretanto, é mais arriscado, dando prejuízo se a inflação superar a taxa do papel. Já o Tesouro IPCA rende o percentual do IPCA mais taxa fixa, garantindo que nunca perderá para a inflação, porém, sendo indicado para o longo prazo. Todos esses papéis podem ser vendidos antes do vencimento, o que pode dar um grande lucro ou perdas acentuadas. Segurando até o vencimento, a taxa prometida está garantida. Com o Tesouro Reserva, outra novidade será fazer a aplicação ou resgate direto no aplicativo do banco, sem ter que migrar para o sistema do Tesouro ou da corretora. Entretanto, o Tesouro Reserva facilitará tanto na hora de investir, o que poderá ser ruim para os indisciplinados, que ficam fazendo saques para cobrir despesas não planejadas ou sofrendo recaídas consumistas. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS. Ações defensivas Ações de seguradoras, telefonia, energia e bancos são vistas como defensivas pelo mercado. São papéis cujas cotações resistem mais às tensões na Bolsa. Com receitas previsíveis de conta de luz ou internet, sofrem menos nas crises. Regulação das criptomoedas O Congresso dos EUA chegou a um acordo para liberar o trâmite do projeto de regulamentação das criptos. A aprovação da pauta daria potencial chance de valorização, pois regras claras podem atrair mais fundos para os ativos digitais. Prefixado ou inflação? Para analistas que a coluna acompanha, é mais vantajoso ficar prefixado (taxa de juros previamente definida) agora, pois esse títulos se valorizam com Selic em queda. Mas vale a pena também ter Tesouro Selic para gastos de curto prazo. *Editor de Economia marcelo.santos@grupo-tribuna.com