(Imagem ilustrativa/Pixabay) Produtos de renda fixa atraem investidores pequenos ou conservadores porque permitem saber com antecedência qual será a rentabilidade, corrigida por uma taxa de juros, um índice de inflação ou o CDI. Entretanto, essa modalidade também pode causar dor de cabeça e perdas. Ao investir em renda fixa, veja se o produto tem liquidez, quando o resgate pode ser feito a qualquer momento. Esses investimentos são ideais para reserva de emergência, permitindo resgate imediato para cobrir gastos inesperados. As opções são fundos DI, Tesouro Selic e poupança. A caderneta tem a desvantagem de render apenas se o saque for feito no dia do aniversário. Mas renda fixa com liquidez paga rentabilidade menor. Por isso, quando o valor investido supera a reserva de emergência (equivalente a seis vezes sua despesa mensal média) e gastos agendados, como uma viagem ou compra, é hora de investir em produto com baixa liquidez. Se ela for, por exemplo, de um ano, isso significa que será possível fazer resgate após esse prazo. Como o dinheiro vai ficar parado, sem o fundo ter que vender ativos para cobrir eventual saque, a rentabilidade tende a ser maior e a taxa de administração, menor. Sem liquidez, o resgate será feito só no vencimento. Para se organizar ao investir, suba um degrau por vez, com a reserva de emergência e rendimento baixo ficando no começo da subida. Nessa espécie de escada, após começar lá embaixo, em cima estarão os produtos com juros mais atraentes, mas também sob maior risco – não tem como ganhar mais sem se arriscar. Mas a renda fixa nem sempre é segura. Títulos de empresas, que se parecem com CDBs de banco, rendem uma taxa de juros no fim de um prazo. Há ainda papéis específicos para levantar recursos para um projeto empresarial ou atrelados a dívidas de terceiros. O ganho vai ser maior, mas há o risco do emissor não honrar o compromisso, ocorrendo calote. Por isso, verifique a qualidade do emissor e seu histórico no mercado. Para mitigar o risco, há fundos que investem nesses papéis. Mas veja o que tem nesse fundo, as taxas cobradas e a competência de quem o administra, sem cair na conversa do gerente ou assessor que apenas menciona rentabilidade passada para justificar um bom investimento. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.