A renda fixa reúne os investimentos mais seguros, mas isso não significa que riscos não ocorram, inclusive com seus papéis mais importantes, os prefixados e pós-fixados. Chamados de pré e pós, essas denominações indicam como será aplicada a rentabilidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O pré tem esse nome exatamente porque o investidor já sabe que taxa irá receber. Por exemplo, o Tesouro Prefixado 2029 paga 14,15% ao ano. Isso significa que o comprador receberá exatamente esse percentual a cada ano, até 2029. Já um papel pós indica que seu rendimento vai variar conforme sua referência. É o caso de um CDB corrigido pelo CDI, taxa dos empréstimos feitos entre os bancos e que geralmente está 0,1 ponto percentual abaixo da Selic. Se esse CDB for resgatado hoje, a correção será de 13,9%. Mas se o saque for feito daqui a um ano, quando o CDI estiver a 12,5%, essa será a taxa recebida. Há também os papéis híbridos, mistura de pré e pós. O Tesouro IPCA é o melhor exemplo. Hoje o papel que vence em 2040 é anunciado com taxa de 7,7% ao ano. Isso significa que o título será corrigido exatamente por 7,7% mais o IPCA que se verificar até 2040. Porém, o pré e pós têm vantagens diferentes. Ao comprar um papel pré, o investidor vai travar uma taxa (ela não vai mudar), que pode virar prejuízo se nos próximos anos a inflação sair do controle em uma grande crise. O Tesouro Prefixado 2032 oferece 14,47% ao ano, pagando esse percentual mesmo se a inflação chegar a 15%, por exemplo. Mas daria um grande lucro se o índice de preços for de 3%. Por isso, os papéis pré, e isso vale também para os privados, como CDB, são mais arriscados. Geralmente, são atraentes quando há uma tendência de queda da Selic bem definida. Já os títulos IPCA têm a vantagem da correção monetária, pois sempre cobrirão a inflação. Entretanto, são melhores para o longo prazo. Isso porque nos períodos curtos, se o IPCA cair muito, ele vai corroer o ganho com a taxa fixa. Mas se o vencimento dele for mais demorado, mesmo que o IPCA sofra quedas, o efeito de juros sobre juros por vários anos garantirá um bom retorno. O melhor mesmo é diversificar com os dois, ampliando mais de um lado (pré ou pós) do que do outro, conforme as oportunidades da ocasião, como o rumo da Selic e do próprio IPCA. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS. Selic em queda Desaceleração do PIB e deflação estão levando economistas a retomar a aposta de uma Selic mais baixa. A taxa básica está agora em 14% ao ano e previa-se que ela recuaria para 13,75% até dezembro. Agora a XP já fala em 13,25%. Bitcoin reagindo O bitcoin superou na quinta a marca de US\$ 80 mil. Para analistas, o nível de US\$ 80 mil, se mantido, indica que a cripto entrou em fase altista. Notícias dizem que fundos ETF voltaram a comprar bitcoins, um bom indicativo para essa tese. Fundos imobiliários A renda fixa tira investidores dos FIIs, mas analistas veem um bom momento do segmento de fundos de shoppings. O atrativo está em cotas desvalorizadas (baratas para comprar), rendimentos estáveis e a mania do brasileiro ir a shoppings. *Marcelo Santos. Editor de Economia