(José Cruz/Agência Brasil) Passada a disputa eleitoral, é hora de revisar as estratégias para os investimentos. Depois de frustradas as expectativas do mercado de mudança de governo, veio a desvalorização das ações e dos títulos públicos e a subida dos juros do Tesouro Direto. Nesta semana, o presidente Lula defendeu austeridade fiscal, porém, não há certeza sobre o rumo da política econômica. Para analistas, na dúvida, conservadores e moderados devem agir defensivamente. Para os que gostam de risco, é o momento de buscar oportunidades. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Desde o segundo turno da eleição, os juros do Tesouro Direto subiram um ponto percentual em média, com taxas próximas de 8% ao ano no Tesouro IPCA e de 15% no Prefixado. O IPCA é bom para o longo prazo (cinco anos ou mais), pois no curto, se a inflação cair muito, a rentabilidade do papel pode decepcionar. Já o Pré é mais arriscado. Ele é bom para quem aposta que a Selic vai cair, valorizando os preços dos títulos antigos de taxas mais altas (porque os novos terão taxas menores). Em reportagens, analistas têm sugerido Tesouro Selic, que segue rendendo bem, também como um porto seguro até saber o que Lula vai fazer em relação à gestão da economia. No mercado acionário, recomenda-se cautela devido à volatilidade. Uma forma de se proteger é se apoiar no dólar, não necessariamente comprando a moeda, mas investindo em ações de empresas exportadoras, pois têm receitas na moeda. Quem prevê gasto em dólar (ou euro) no médio prazo, como viagens, o ideal é comprar aos poucos, não se expondo a uma disparada da cotação perto de seu compromisso. Na Bolsa, sob juros altos, ações de small caps (empresas de média capitalização) perdem valor. Mas companhias com receita regidas por contratos públicos, como energia, telefonia, saneamento e transporte, geralmente têm cotações mais estáveis, sendo chamadas de defensivas. Petrobras e Vale são cíclicas - dependem do preço do petróleo e do minério de ferro. Porém, elas são boas pagadores de dividendos. O importante é não se desfazer de seus investimentos no susto. Além disso, para quem aceita correr risco, as quedas da Bolsa ajudam a achar preços baixos de empresas que continuam gerando muita receita. A regra básica é comprar na hora do pânico e vender na euforia. Preferidas para o mês A Petrobras, com oito votos, é a ação preferida do mês, segundo as carteiras das corretoras compiladas pelo portal ADVFN. Em segundo estão Sabesp e Weg, com seis. Embraer e Itaú tiveram cinco citações e Vale, Rede D’Or, Caixa Seguridade e Axia, quatro. ETS: renda fixa x Ibovespa Os ETFs (fundos) de renda fixa superaram os de Ibovespa de janeiro ao mês passado, segundo o blog Bora Investir, da B3. O MARG11 (debêntures DI), NLFA11 (letras) e BOL511 (títulos de inflação) subiram 11% e os ETFs de Bolsa, entre 5% e 7%. Perde ou ganha nos EUA Com a vitória dos democratas, ações de bens de consumo, de energia limpa e de gigantes de IA subiram na quarta-feira devido à vitória dos democratas. Perderam as relacionadas a Elon Musk, operadoras de data center, defesa e petróleo. ESTA COLUNA É APENAS EDUCATIVA E INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.