[[legacy_image_258210]] Sempre diversifique seus investimentos para se proteger contra maus momentos de alguns deles, pois a parte que estiver em alta vai amenizar a queda do que deu errado. Hoje essa estratégia tão básica se mostra valiosa para um momento de vários mercados em baixa. Antes de continuar a leitura, lembre-se. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A previsão é de economia estável neste ano, mas com algumas crises bem acentuadas em algumas áreas. Se de um lado a bolsa está em queda porque as empresas desaceleraram, por outro, parte da renda fixa, que está pagando ótimos juros, passou a dar mais risco. Com o crédito mais caro, a dívida das empresas e das pessoas físicas se deteriorou e é cada vez maior os pedidos para adiar a remuneração de títulos privados. Esses títulos são papéis lançados lá atrás por empresas que queriam captar recursos pagando menos do que as taxas dos empréstimos dos bancos. Porém, os juros subiram e as companhias estão vendendo menos. O jeito é avisar o comprador do título que não vai dar para remunerá-lo conforme o previsto. Ou então, se esse papel é negociado antes de vencer (pois há boatos de que a empresa não vai bem), seu valor despenca. É o caso de um título de uma elétrica, negociado quase 40% abaixo de seu preço – quem tem sangue frio e o compra agora, aposta que a empresa vai sobreviver, pagando o valor prometido no vencimento. A coluna já tratou desse assunto, o do risco desses títulos, mas é preciso retomá-lo, pois nesta semana vieram notícias de muitas dificuldades no mercado de crédito. Os bancos endureceram as condições, o que vai piorar a situação das empresas com caixa esvaziado. Mas não se pode dizer que é o fim do mundo. Alguns economistas já afirmaram que é temporário, dependendo do andamento da Selic. De qualquer forma, ao comprar cotas de fundos de investimentos ou imobiliários e ETFs de renda fixa veja a exposição deles a papéis de risco. Se viu vantagens de valorização, não se esqueça da diversificação para fazer seu patrimônio resistir em caso de uma crise mais profunda.