(Imagem ilustrativa/FreePik) Não é só no Brasil. A renda fixa tem oferecido melhor rentabilidade em muitos países, com motivos parecidos ao do mercado brasileiro. Na pandemia os governos passaram a gastar mais, suas dívidas incharam, e por motivos eleitoreiros agora evitam cortar despesas públicas. Com inflação mais alta neste ano, reflexo dos combustíveis, os bancos centrais subiram os juros ou pretendem fazê-lo. Dessa forma, os títulos públicos de países seguros e estáveis estão rendendo mais. Neste momento, o mundo está de olho nos Estados Unidos. O Governo Trump segue gastando muito e os investidores já cobram mais juros. Consideradas as proporções, a situação americana é parecida com a do Brasil. A grande diferença está nas taxas dos títulos públicos. Por aqui, estão em 14% ao ano, nos EUA, 5%. Mas a onda de oportunidades não para por aí. Nos EUA, o Tesouro tem feito intervenções nos treasuries de vencimento em dez, 20 ou 30 anos) para segurar a subida dos juros. Entretanto, o setor de inteligência artificial está sugando capitais para financiar seu crescimento. O volume é tão alto que sua demanda compete com a dos títulos públicos. Por isso, é possível que os treasuries precisem pagar mais na concorrência pelo dinheiro do investidor. O Federal Reserve (BC dos EUA) poderá subir os juros se a inflação, de 2,7% ao ano, ganhar fôlego, o que também garante treasuries mais atraentes. Esse movimento não é bom para o Brasil. Quando os juros sobem nos EUA, o BC brasileiro tende a fazer o mesmo ou reduz menos sua taxa devido à competição por capitais. Ruim para os governos e o contribuinte nesses países, esse contexto beneficia o investidor. Para comprar títulos nos EUA, basta abrir conta em corretora no país, algumas em português. Outra possibilidade é investir por meio de BDRs de ETFs (fundos) de treasuries, negociadas na Bolsa brasileira, acessíveis a pequenos investidores. No Brasil, o Tesouro Direto segue rentável e seguro. Quem manda no Ibovespa A B3 tem 400 empresas listadas, mas somente 76 integram o Ibovespa, que, na prática, no fim do dia, tem desempenho definido por cinco papéis de maior peso: Vale (11,8%), Itaú (8,4%), Petrobras (7,7% na PN e 4,7% na ON) e Axia (4,8%). ETFs para todos os gostos A B3 também oferece 124 fundos ETF e mais 321 internacionais ofertados aqui via BDRs. Com os ETFs, dá para escolher fundos que replicam o Ibovespa ou índices dos EUA, China ou Europa, Ouro, metais e petróleo. O difícil é escolher entre tantos. Nove criptos preferidas Para analistas ouvidos pelo Portal do Bitcoin, a Hyperliquid é a cripto preferida para o mês. As outras citadas são Chainlink, Zcash, Uniswap, Aave, Virtuals, Ethena, XRP e Pump. Mas Bitcoin, Ether e Solana seguem indispensáveis. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.