[[legacy_image_357517]] A demissão inesperada de Jean Paul Prates da presidência da Petrobras despertou discussões políticas acaloradas e previsões catastróficas sobre a empresa. Do ponto de vista do investidor, é preciso fazer uma análise fria dos potenciais de valorização da ação e do pagamento de dividendos. O ponto central da polêmica é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve priorizar projetos pelo crescimento do País, como refinarias e gás natural, ao invés de focar no negócio principal da empresa – a exploração de petróleo. Para economistas, esses projetos têm menor potencial de lucratividade e, ainda, o governo tende a segurar os preços dos combustíveis. Passada a tensão inicial com a queda de Prates, os analistas começaram a olhar a Petrobras de forma mais objetiva. Por exemplo, a casa de análise Suno estima que a estatal poderá pagar 10% de dividendos pelo menos. Isso significa que o investidor com R\$ 10 mil em ações da empresa, no fim de um ano receberá R\$ 1 mil em proventos. Esse percentual estaria muito abaixo do que ela pagou no governo passado. Mas continuaria acima do que o de muitas boas pagadoras de dividendos. Os analistas discutem se a queda da empresa na Bolsa nesta semana gerou uma oportunidade de compra da ação. Isto é, se a debandada dos últimos dias e talvez dos próximos deixarão o papel barato. Por outro lado, essa estratégia também poderá significar um erro, com a cotação continuando a cair ou se recuperando muito lentamente, frustrando a expectativa de valorização. Antes de se apavorar, o investidor precisa olhar as características do segmento em que a empresa atua. O petróleo é uma commodity, produto com preço definido em bolsa internacional. Por sua natureza, essas cotações oscilam muito. Além disso, essas empresas são preferidas por grandes fundos por serem líquidas - como suas ações são mais negociadas, se tornam fáceis de serem vendidas nas crises. As petrolíferas têm seu valor de mercado definido pelo preço do petróleo, e no caso da Petrobras, o pré-sal a transformou em uma máquina de jorrar dinheiro. O investidor precisa avaliar muitas variáveis positivas e negativas, ouvindo analistas, acompanhando as previsões de sua corretora e ficando atento ao noticiário sobre a empresa e os próximos passos a serem dados pelo seu acionista, a União. A COLUNA NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTO. ELA É APENAS INFORMATIVA PARA O INVESTIDOR, CONFORME SEU PERFIL, TOMAR SUAS DECISÕES.