(Imagem ilustrativa/Magnific) Na última quarta-feira, os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos alteraram seus respectivos juros básicos. O BC brasileiro reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, enquanto o Federal Reserve subiu em 0,25, com a faixa dos treasuries (títulos públicos) variando de 3,75% a 4% ao ano. Mais que o percentual nominal que ambos os países têm agora de juros, o investidor deve observar as tendências que essas mudanças implicam para aplicar nas rendas fixa e variável (Bolsa, moedas, fundos imobiliários e criptomoedas. Há dois pilares sobre decisões de BCs que precisam ser compreendidas: quando os juros básicos sobem, a renda fixa fica mais atrativa porque se ganha mais sem correr muito risco. Se o movimento é de queda da taxa, a variável atrai o apetite do investidor porque a segurança da fixa passou a pagar menos. Entretanto, uma calibragem de 0,25, seja qual for a direção, não deve causar uma correria por parte do pequeno investidor. O que interessa é o rumo que se está somando. No caso do Brasil, a Selic sofreu cinco cortes seguidos de 0,25 e poderá ter mais um ou dois até dezembro. Mesmo assim, a taxa básica ainda ficaria na casa dos 13%, muito alta para deixar a renda fixa desinteressante. Porém, esse segmento já mostrou recuos. Um deles foi com o Tesouro IPCA, com juros há algumas semanas superando os 8,5% ao ano, agora entre 7% e 7,6%. Mesmo ligeiramente menores, esses percentuais seguem muito atraentes, lembrando que já estiveram em 2,5% ao ano em 2020 e 2021. Ainda no Brasil, analistas afirmam que a queda da Selic não deve melhorar a valorização das cotas dos fundos imobiliáiros porque a taxa continuará elevada. Porém, o preço baixo desse produtos podem ser uma oportunidade para comprá-los baratos e aginda embolsar uma renda mensal. Já o mercado acionário, além do recuo da Selic, depende do setor externo, do petróleo e so resultado das eleições. Se os juros dos EUA subirem mais vezes, Wall Street poderá voltar a sugar capitais mundiais. Se o barril ficar em níveis altos, a Petrobras sairá ganhando. Na área eleitoral, analistas dizem que eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro sinalizaria uma pressão menor sobre as contas públicas, com queda futura da Selic, beneficiando a renda variável. Porém, independentemente das potenciais movimentações do mercado financeiro, é preciso avaliar a qualidade de cada produto, não olhando somente para as taxas oferecidas ou percentual de subida de cada ação, que podem se revelar um grande mico. Basta lembrar dos CDBs do Banco Master ou de empresas cujos papéis têm queda de dois dígitos em curtos períodos. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.