[[legacy_image_273491]] O assunto do mercado nesta semana foi a queda dos juros futuros, aos menores patares do ano, reflexo dos índices de inflação abaixo das expectativas dos analistas e, principalmente, de que o Banco Central vai reduzir a taxa Selic em julho ou provavelmente agosto. Não é surpresa também que a Bolsa persista em alta, tanto as ações como fundos imobiliários. Para o investidor, atenção redobrada na mudança mais consistente dos ventos. A renda fixa (Tesouro Direto, debêntures, CDBs e letras) continua atraente, garantindo rentabilidade sem ter que se levantar do sofá para correr risco, mas a variável (ações, fundos imobiliários) volta a ser uma excelente opção – ainda mais por estar muito barata. Veja o Tesouro Direto. A cada dia que se olha as taxas pagam menos – apesar de ainda pagarem muito. Os prefixados estão ao redor de 11%. Já estiveram acima de 12%, mas estão sendo comprados aos montes porque esse título se torna atraente quando se entra numa fase de queda de juros. Os pré têm três vencimentos à venda no Tesouro Direto – 2026, 2029 e 2033. Quem comprar e levar os papéis até o fim continuará com essas taxas de 11%. Se o País entrar em uma fase prolongada de juros baixos, esse investidor continuará ganhando os 11% ao ano. Entretanto, o IPCA+ continua atraente também. Esse papel paga a inflação mais uma taxa fixa. Ela já esteve ao redor de 6,5% ou até mais (se a inflação for 4%, o investidor teria 10,5%) e segue em queda livre, de 5,24% para 2029 e 5,67% para 2045. É menos, mas é muito bom. Qual escolher (entre pré ou IPCA+)? Depende de sua estratégia de investimento e quanto de risco está disposto a correr. O pré é arriscado porque no futuro a taxa poderá virar mau negócio (a inflação voltar e a Selic subir), enquanto o IPCA+ funciona como um seguro. A taxa extra pode ficar sem graça, mas o investidor sempre vai superar a inflação. Se vai mudar de rumo, faça aos poucos para não tomar prejuízo (vender mais barato do que comprou). Na variável, sua recuperação, sustentada por juros em queda, também depende que a economia cresça. Parece que o País vai crescer sim, pois o crédito deve ficar mais barato e o governo parece que acordou para tomar medidas para estimular o País. Tudo isso gera aposta de retomada das empresas e, assim, as ações sobem. Mais recomendadasA PetroRio, petroleira de rápido crescimento que avançou no vácuo da Petrobras, é a ação mais recomendada para o mês, com 14 votos, no ranking das carteiras das corretoras do portal ADVFN. Em segundo, com 11 citações, aparece a Vale, cuja ação caiu devido à desvalorização do minério de ferro (reflexo do baixo crescimento da China). Mas a mineradora continua promissora. Em seguida, aparecem o Itaú (10 votos), Multiplan e Localiza (8 cada), e Totvs, Sabesp, Grupo Soma, BTG e BB (6). Dividendos e fundos imobiliáriosPara os investidores que miram renda, a ação do Banco do Brasil foi a mais citada, com dez recomendações, para dividendos neste mês. Em seguida, aparecem Engie, com nove, Vale e Telefônica (8 cada), Petrobras, com 7, e Itaú Unibanco, com 6. Entre fundos imobiliários, os preferidos são (pelo código da bolsa, sempre com final 11) RBRR (papel) e BTLG (tijolo), com 6 votos, HGRU (tijolo), HGRE (tijolo) e CPTS (papel), com 5, lembrando que a atratividade pode estar na renda mensal ou na valorização da cota. Small caps e BDRsEntre as small caps (empresas de menor capitalização na bolsa), os analistas preferem para este mês, com três voto cada, Santos Brasil, Randon, Petz, Orizon, Jalles Machado, Irani, Grupo Mateus, Gerdau Metalúrgica, Fleury, Banco ABC e Armac. As small caps tendem a valorizar rápido, mas igualmente podem afundar. Nas BDRs, títulos negociados no Brasil que espelham ações americanas, em uma votação pulverizada, Apple lidera com 3 e Microsfot com 2, e mais 25 empresas têm 1 citação.