(Divulgação) Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) se tornaram populares entre pequenos investidores devido à renda extra. Quanto mais cotas de um FII forem compradas, mais polpudos serão os pagamentos mensais. Basta comprar pelo aplicativo da corretora as unidades de cada FII, que a cada 30 dias vai pagar um valor decorrente do lucro que esse fundo obteve. Esse ganho vem do aluguel de seus imóveis ou dos juros que recebe de seus títulos imobiliários, como os certificados de recebíveis imobiliários (CRIs). A popularidade dos FIIs tem relação com seu preço para investir. As cotas custam ao redor de R\$ 10 ou de R\$ 100 e a remuneração poderá ser, respectivamente, de R\$ 0,10 ou de R\$ 1. Esses valores são hipotéticos, porque o rendimento depende do desempenho do fundo. O problema é que muitos investidores olham somente para essa remuneração para escolher seus FIIs. Apesar dos FIIs deterem imóveis e títulos de renda fixa, são renda variável e, por isso, têm mais risco. Além disso, nem todos fundos buscam somente gerar renda, apostando no aumento do preço das cotas. Muitos são FIIs donos de escritórios, galpões e terras agrícolas, e prédios que são alugados para shoppings, hotéis, hospitais, universidades e até cemitérios. Já os fundos de papel, que investem em títulos, são mais para renda, pois suas cotas tendem a não valorizar, a não ser que comprem mais papéis. Enquanto o foco com imóvel é que ele se valorize ou gere aluguéis, o de um título imobiliário é ganhar juros dele. Entretanto, esses fundos têm fragilidades. Se um imóvel ficar vago ou o inquilino der calote, o FII tenderá a reduzir a renda mensal até fechar outro contrato de locação. Os FIIs de títulos também sofrem inadimplência, pois há papéis que têm lastro em crédito imobiliário, sob risco do mutuário parar de pagar suas prestações. Por isso, é importante diversificar, comprando vários FIIs e misturando modalidades (FIIs de imóveis e de papel). E jamais invista somente em FIIs, lembrando que neste momento estão em baixa com a concorrência da renda fixa (juros altos). Por outro lado, estão mais baratos para investir agora. Porém, a qualidade dos que detêm (bons imóveis ou papéis de menor risco de inadimplência) é fundamental para decidir quais FIIs comprar. Mais recomendadas A Embraer, com seis votos, é a ação preferida para investir neste mês, conforme as carteiras dos analistas compiladas pelo site ADVFN. Em segundo lugar estão Vale, Itaú, Gerdau e Petrobras, com cinco votos, e Vibra (ex-BR Distribuidora), com quatro. Dividendos e small caps Itaúsa, Petrobras e Allos (shoppings), com quatro menções, são as ações preferidas para dividendos, segundo as carteiras. Entre as small caps (empresas de média capitalização), Smart Fit e Cury (construção) tiveram três votos. Tesouro Direto As taxas dos títulos IPCA recuaram, mas sem grandes quedas. O mais atraente é o de 2032, que segue acima de 8% ao ano, agora a 8,17% (o rendimento é somado à inflação do período). O Prefixado 2032 está a 14,81%. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.