No primeiro semestre, os fundos de índice com cotas negociadas em Bolsa (ETFs, os Exchange Traded Funds) chegaram a 862 mil investidores na B3, alta de 34% em um ano. A oferta de ETFs também se multiplicou, para 180. A vantagem com esses fundos é que investem em ações brasileiras ou americanas, Tesouro Direto, criptomoedas e ouro, entre outras opções, dispensando o cotista de comprar esses ativos individualmente e pagar mais taxas. A diferença de um ETF para um fundo tradicional é que eles são passivos, replicando fielmente o índice que ele representa. Por exemplo, o ETF de Ibovespa vai render o mesmo que o índice da Bolsa, com quase 90 ações. Se for ETF de bitcoin, o rendimento será igual ao da criptomoeda, sem ter a necessidade de manter a divisa digital e correr risco de ataque hacker. Já um fundo tradicional é considerado ativo, porque seu gestor vai procurar bater uma meta de rentabilidade. Por isso ele pode dar um retorno muito maior do que o de um ETF. Assim como com ações, o investimento em ETF é feito no aplicativo da corretora, utilizando o ticker que o representa, com quatro letras seguidas de 11. O ETF mais popular da B3 é o BOVA11, que replica o Ibovespa, enquanto o NASD11 equivale à Nasdaq. Há ainda outro caminho: investir em BDRs de ETFs. As BDRs são recibos (espécie de títulos) que representam ações e também ETFs. Quem compra BDR de fundo estrangeiro, além de ganhar com a valorização, também terá a variação do dólar. Dá ainda para abrir conta em corretora nos EUA e comprar ETFs – a vantagem é que a oferta é muito maior, aos milhares. Como qualquer investimento, também há riscos com ETF. Por replicar um setor ou bolsa, esse fundo desvaloriza igualmente nas fases de quedas demoradas. Há ainda possibilidade dele ser mal gerido e não representar corretamente o índice. Porém, o ETF faz sucesso por ser uma excelente ferramenta para diversificar os investimentos. Volta dos treasuries Com a subida dos juros nos EUA e mais um possível aumento de 0,25 ponto neste ano, esses títulos públicos voltaram ao radar. A rentabilidade, de 3,9% a 5,29% ao ano, é menor do que a dos papéis brasileiros, mas são considerados mais seguros. Arbitrum, nova promessa A criptomoeda arbitrum conquistou analistas do setor, como do banco Standard Chartered. Segundo o Portal do Bitcoin, ela tem função parecida com a da ethereum, processando outras criptos, mas rapidamente e a taxas mais baratas. Efeito Ormuz A PETR4 (Petrobras) atingiu no dia 15 seu recorde, a R\$ 50,43, ficando em R\$ 47-R\$ 49 desde então. A estatal agora tem valor de R\$ 671 bi, superando Itaú (R\$ 484) e Vale (R\$ 300 bi). Desde o início da guerra (28/2), PETR4 valorizou 22%. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.