(FreePik) O investidor de ações pode seguir duas estratégias para fazer fortuna – buscar o aumento do patrimônio (valorização) ou ganhar dividendos (distribuição dos lucros). É possível seguir esses dois caminhos ao mesmo tempo, mas, com a divisão do montante para atender duplo objetivo, perde-se um pouco a potência do foco tanto em um lado como em outro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dois grandes investidores, muito incensados pelo mercado, representam muito bem essas duas estratégias. O americano Warren Buffett sempre buscou ações baratas de empresas de grande potencial de valorização, sem ter foco em dividendos, enquanto Luiz Barsi é o mago desses recebimentos. O brasileiro peneira papéis com valores nominais baixos, como os inferiores a R\$ 10, para comprar um número maior de papéis ao longo dos anos, sem se preocupar com valorização. Como as empresas distribuem dividendos com um valor por ação, uma grande quantidade renderá uma bolada. O problema é acertar nas duas estratégias. No caso da valorização, ela depende da gestão de cada companhia e de fatores imponderáveis, como o andamento da economia do País, políticas do governo (isenções que estimulem as empresas e programas sociais que gerem consumo), câmbio (pesa contra empresas que têm insumos cotados na moeda, mas favorece as exportadoras) e cotação das commodities. Quem aposta em ampliar patrimônio investe para o longo prazo, como se fosse um sócio do negócio. A ação tende a se valorizar conforme a empresa eleva sua receita e se expande. Já os dividendos se diferenciam muito de empresa para empresa. Algumas pagam mais porque estão consolidadas e não precisam ampliar sua estrutura. Outras distribuem menos por estarem em expansão ou por sua área de atuação, como varejo, que exige muito endividamento. Algumas dão dividendos uma vez por ano, quatro ou até em todos os 12 meses. A escolha, se dividendo ou valorização, depende da ambição e necessidade. Para quem já tem bom salário, em tese, não faz sentido focar em dividendo, buscando formar patrimônio para a aposentadoria. Os mais jovens, como terão mais tempo para o pé-de-meia, podem se concentrar no dividendo para ganhar mais renda desde cedo. Mas a formação do patrimônio será mais lenta. Disparada disseminada Responsáveis pela disparada da Bolsa, os estrangeiros preferem ações mais negociadas, como Petrobras, Vale e bancos, dizem os analistas. Mas a alta está disseminada. Dos 85 papéis do Ibovespa, apenas 29 subiram menos de 10% neste ano. Tesouro recuando Com corte de Selic se aproximando, o Tesouro Direto está pagando menos. A boa notícia é que o recuo ainda é lento, dando para aproveitar taxas excepcionais. O Tesouro IPCA, antes a 8% ao ano, agora paga 7,58% (mais inflação). Mercados preditivos As bolsas de apostas digitais viraram mania, tentando adivinhar quem será eleito ou quando os juros vão cair. Devido ao alto nível de acerto, maiores do que o de analistas profissionais, essas pesquisas já guiam decisões do mercado. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.