(Marcello Casal Jr/Agência Brasil) A vantagem dos investimentos conservadores é não tomar sustos. A renda variável é mais vantajosa para a rentabilidade, porém, sofre mais nas recessões ou eclosão de guerras, epidemias e queda de governos. Mas há produtos dessa linha que funcionam bem nas incertezas ou com alguma estabilidade, não tanto como poupança, títulos públicos e CDBs. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ouro e dólar, apesar de serem voláteis (sobem ou descem muito), costumam atrair investidores nas incertezas causadas pelas guerras e inflações. O metal é famoso para preservar valor. Alguns investidores chegam ao extremo de não confiar em fundos e contratos de ouro, porque acham que se o mundo colapsar não conseguirão resgatá-los. O jeito é comprar as barrinhas, mas fica o custo de guardá-las em um lugar seguro contra roubos. O dólar, que há anos teve sua morte decretada por visionários e fãs de criptomoedas, ainda é de longe a moeda mais segura, ainda que tenha sofrido com a inflação ultimamente. Mas é bem procurado em países instáveis ou com divisas fracas. Em geral, é uma boa estratégia investir em dólar quando se tem dívida ou despesas nessa moeda – Se a cotação disparar, o gasto extra vai ser compensado pelo ganho no investimento. As ações sofrem muito nas crises, mas alguns segmentos delas são mais resilientes. É o caso de companhias de energia ou de serviços públicos, chamadas de utilities, cujas contas os consumidores evitam dar calote pela dor de cabeça de ficar sem luz, água ou gás. Essas empresas também têm contratos com governos e reajustes com regras bem claras. Além disso, é comum pagarem bons dividendos. As seguradoras, quando não há uma onda de sinistros inesperada, tendem a ganhar com períodos de juros altos, pois suas reservas vão valorizar mais. Os bancos de maior porte são outro nicho que suporta adversidades, apesar de ficar de olho na tendência de calotes. Investir apenas em resilientes pode dar ganho mais tímido, lembrando que até empresas resistentes têm suas crises ou podem não se adaptar a mudanças tecnológicas. O jeito é diversificar, pois a perda de um lado será compensada com o ganho de outro. Por exemplo, varejistas se dão bem quando os juros caem (crédito barato estimula o consumo), enquanto mineração valoriza se as cotações dos minerais subirem. Na coluna da semana passada, o balanço dos melhores rendimentos se refere ao acumulado de janeiro a julho e não ao primeiro semestre.