( Imagem Ilustrativa/Pixabay ) A cada três meses, as empresas da Bolsa divulgam seu balanço, momento aguardado pelos investidores. Eles esperam bom lucro, razão de existir de um negócio (gerar lucro para os acionistas) e, no caso das que pagam dividendos, qual será a remuneração. Nas últimas duas semanas, as companhias divulgaram seus dados do segundo trimestre, desta vez uma safra de bons números. Bancos, mineradoras, construtoras, frigoríficos, indústrias e elétricas ampliaram seus ganhos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Quem tem ações precisa ficar de olho nos balanços, aguardando as análises independentes. O lucro (ou prejuízo) não é a única informação que interessa. Geração de caixa, endividamento, despesas, projetos futuros têm que ser acompanhados para tentar vislumbrar os próximos anos do negócio. O investidor de Bolsa tende a ser imediatista, mas é preciso ter olho de dono e mirar o longo prazo, pois é por meio dele que os resultados aparecerão. Esses resultados interessam a quem mira o aumento do patrimônio ou a renda, ou os dois mesclados. O primeiro se refere à valorização da ação, reflexo do crescimento da empresa, o que não é automático. Apesar dos bons balanços, agora a Bolsa brasileira está descontada, com empresas lucrativas desvalorizadas por um contexto da economia, de fuga de capitais para os EUA e juros altos. O ganho com renda vem por meio dos dividendos e juros sobre capital. É a remuneração dos acionistas que a empresa vai pagar conforme seu lucro, isso se ela não decidir usar esse dinheiro para investir em sua própria expansão, o que é uma boa para o futuro. A periodicidade do pagamento (mensal, trimestral ou anual) depende de cada companhia. Se deu prejuízo não tem conversa. Negócios já consolidados, que não exigem ampliação de sua estrutura, tendem a pagar mais dividendos, como utilities (empresas de energia e telefonia) e bancos. Quem mira dividendo precisa ficar de olho nas notícias de “data com”, último dia para se comprar a ação e ter direito ao pagamento (“data ex” é o inverso, sem direito à remuneração. E quando chegar o dia desse pagamento, não estranhe se a ação desvalorizar. Isso se dá porque parte do patrimônio da empresa vai para o seu bolso. Seu saldo acionário na corretora vai cair, mas será uma grana na mão para investir mais, sem ter que por recursos do salário, ou para gastar como quiser. Enfim, você virou um capitalista.