(Pixabay) Há poucas semanas, o dólar caía insistentemente devido às loucuras de Donald Trump e o ouro subia frente à persistência da inflação. A Bolsa brasileira atraía bilhões dos estrangeiros, as ações de inteligência artificial garantiam ganhos astronômicos e as criptomoedas traçavam um futuro brilhante. Porém, teses idolatradas pelo mercado perderam força ou parte do que se defendia se inverteu. Não estranhe se algumas dessas tendências retornarem com vigor, porque o mundo das finanças está incerto e volátil. Quem não está habituado aos mercados ou não segue o noticiário econômico tende a ignorar fundamentos dos investimentos ou o rumo das tendências. Entretanto, deve-se acompanhar as novidades para peneirar oportunidades e recuar a tempo para amenizar as perdas. Para investir bem, é mau negócio sentar no patrimônio achando que ele vai valorizar comportadamente. Por isso, veja a seguir algumas mudanças em curso. Por exemplo, o dólar voltou a subir mundialmente, a partir da guerra Irã-EUA como porto seguro. Ele não retomou o espaço perdido, mas os mercados perceberam que ainda não há uma moeda, como euro, yuan ou franco suíço, com tamanho suficiente para substituir a divisa americana. Já o ouro desvalorizou 30% desde o pico de US\$ 5,2 mil. O metal é procurado durante guerras e contra a inflação, que havia se acalmado nos EUA. Mas a alta dos preços voltou nas últimas semanas e os juros logo devem subir por lá. Como os papéis do governo americano são confiáveis e o conflito acabou, o ouro perdeu parte da prioridade. Se os bancos centrais de emergentes e a China mantiverem as compras das barras por desconfiarem de Trump, economistas dizem que esse ativo poderá se recuperar. No caso do Brasil, parte dos estrangeiros saiu da Bolsa para aproveitar a disparada da inteligência artificial. Até as criptomoedas, que pareciam estar se recuperando, tiveram recursos drenados para a IA. Mas a IA, talvez em um movimento de correção, desvalorizou nos últimos dias e a Bolsa brasileira trouxe alguns gringos de volta. Esse vaivém ainda promete capítulos emocionantes, como os juros dos EUA subirem, sugando capitais do mundo todo. Por isso, fique atento para calibrar seus investimentos se necessário. BDRs no radar do mercado Alternativa para investir nos EUA sem sair do País, as BDRs já movimentam R\$ 1 bilhão por dia na B3, diz o blog Bora Investir. Mas entre as mais negociadas estão BDRs de empresas nacionais que abriram capital nos EUA, como JBS, Banco Inter, XP e Nubank. Tesouro IPCA 2032 O IPCA 2032 voltou a superar os 8,5% ao ano nesta semana, caindo nesta sexta-feira (26) para 8,29%. A aposta de que a Selic cairá menos e a decisão do BC de ampliar o prazo para atingir a meta de inflação levaram o mercado a pressionar para cima as taxas do Tesouro. Canetas emagrecedoras O sucesso das canetas transformou as fabricantes Novo Nordisk, da Dinamarca, e a Eli Lilly, dos EUA, em estrelas da Bolsa. A ação da Lilly já subiu 34% em um ano, mas a da Nordisk, que sofre com a concorrência da Lilly, caiu 32%. ESTA COLUNA É APENAS INFORMATIVA E NÃO FAZ RECOMENDAÇÃO DE INVESTIMENTOS.