( AdobeStock) Alta dos juros no Brasil na última quarta-feira para 11,25%, corte de 0,25 ponto percentual nos EUA, e dólar, criptomoeda e ouro subindo. Incerteza com guerras e governos extremistas, protecionismo, descontrole das contas públicas e inflação têm relação com tudo isso. Entretanto, o investidor não pode ficar sentado olhando as oportunidades passarem. Você deve se preocupar para onde caminha o Brasil ou a humanidade, mas não tem sentido deixar de aproveitar as chances de ganhar no Tesouro Direto, na Bolsa, ou mesmo com Nova Iorque. Há opções para todo o porte de capital a investir. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Mesmo que o mercado não seja o seu forte e que tenha dificuldades para entender macroeconomia (inflação e câmbio, por exemplo) e geopolítica, como guerras que geram incertezas e interferem nas cotações (principalmente petróleo), é preciso agir nesse momento. Não se trata de faturar com infortúnios ou tragédias, mas de proteger seu patrimônio para necessidades futuras, como desemprego ou doença. Este deve ser seu objetivo principal enquanto investidor e não antes realizar sonhos de consumo (carro, apartamentão e viagens). Isso vem depois das prioridades, quando tiver seu colchão de segurança. Portanto, é preciso ter segurança ao investir. Isso se dá com a renda fixa, apesar dela nem sempre ser segura (títulos de empresas, por exemplo). Neste momento, apenas como exemplo, o Tesouro Direto está pagando 13% ao ano nos prefixados ou, nos pós-fixados (IPCA+), quase 7% (o ganho é inflação mais essa taxa). São taxas altíssimas do investimento mais seguro do mercado, que tendem a cair se o governo cortar gastos ou o mercado se acalmar com as contas públicas. Mas ao comprar um papel desse, você poderá carregar essa rentabilidade até o vencimento, daqui a muitos anos. Do lado do risco, a Bolsa está barata porque juros altos tiram investidores das ações. Mas a divulgação trimestral de balanços das empresas de capital aberto, no Brasil, estão exibindo números excelentes com altos lucros, após período de ajustes internos. Várias delas estão baratas (ações desvalorizadas, apesar dos bons fundamentos). Muita gente deixa a Bolsa engatar a fase de alta para sair comprando ação, mas nesse mercado se ganha ao comprar na baixa. É como não aproveitar uma promoção de supermercado. O problema é escolher certo e evitar as furadas – mas nada é fácil na vida.