[[legacy_image_276656]] A frieza do Banco Central na última quarta-feira (21), sem pistas de que realmente cortará os juros em sua próxima reunião, em agosto, não tiram da Bolsa a chance do investidor turbinar seus ganhos. Por um simples motivo: a inflação deve ficar comportada em níveis baixos, ainda que reaja nos próximos meses. Os analistas esperam que a Selic termine o ano ao redor de 12% e, em 2024, perto de 10%. Não parece grande mudança em relação aos atuais 13,75%, mas o que interessa é haver um movimento contínuo de queda. E quando os juros caem, os outros investimentos, como ações e fundos imobiliários, vão no caminho inverso. No caso de uma valorização da Bolsa há ainda um fator a festejar. Como os juros altos aniquilaram a rentabilidade com ações, os especialistas dizem que elas ainda estão muito baratas, mesmo com a subida recente do Ibovespa. Desde 1o de janeiro, o índice acumula 10%, enquanto o CDI, principal referência da renda fixa, soma 6,07%. Como investirPara quem não conhece a Bolsa ou está desacostumado com ações, o melhor momento para entrar neste segmento é quando os juros básicos ficam próximos da queda, segundo economistas. Portanto, agora. Entretanto, nada de movimentos bruscos. Antes, passe o pente-fino nas suas finanças e conforme sua percepção de risco (conservador, moderado ou arriscado), monte uma carteira diversificada. Antes de tudo, mantenha uma reserva de emergência, aquele dinheiro que pode ser sacado imediatamente, equivalente a seis vezes suas despesas mensais. A partir daí, basta investir em ativos de risco, tanto de renda fixa (CDB, LCI, fundos) como variável (ações, fundos imobiliários, câmbio, fundos e criptomoedas). Defina um percentual de quanto você quer investir em renda variável, por exemplo, 10% do total, se conservador, ou 30% se moderado, e arriscado, mais que isso. Esses percentuais variam conforme educadores financeiros. O que interessa é diversificar. Se por algum motivo inesperado as ações caírem, a renda fixa não vai deixar seu capital despencar. Com ações, diversifique por setores, como varejo, mineração e bancos. Se não tem a mínima ideia de qual ação comprar, procure as recomendações da sua corretora e compare com as das outras casas.