O tempo não espera. Não pede licença. Simplesmente passa. Avança todos os sinais. Quebra todas as barreiras. Deixa um rastro de memórias. Sentimentos. Atos. Histórias. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Na juventude, o tempo é lento. Não temos tempo de pensar no tempo. Tudo é futuro. Somos os donos do tempo. O tempo é nosso brinquedo. Na maturidade, o tempo é veloz. Pensamos demais no tempo. Tudo é passado. Não somos mais os donos do tempo. O tempo é nosso alento. O tempo é sempre o mesmo. O mesmo ciclo, as mesmas horas, a mesma voz que se ouve no vento. Podemos chamá-lo de ontem, de hoje ou de amanhã. Mas o tempo é sempre o mesmo, a mesma mão que desenha o firmamento. Colecionador de segundos e de milênios, o tempo não depende de nada. Mas todos precisam do tempo. A semente, o passarinho, o homem, o conhecimento. A vida e a morte. O fraco e o forte. Eis, portanto, o tempo, força mais sábia e democrática do universo. Detém todo o encanto sem nunca ter recitado um verso. Heróis e anônimos se renderam ao tempo. Não importa se enfrentaram grandes batalhas ou se tiveram vida pacata. Se andaram por trilhas de amargura ou por jardins de felicidade. Todos se foram com o tempo, resignados ou contra a vontade. Estamos dentro do tempo, mas não conseguimos desvendar seus mistérios. Quando surgiu o tempo? Será, de fato, infinito? Quem nos garante que, ainda que um dia tudo o que está sobre a terra desapareça, o tempo não continue sua marcha silenciosa? Não adianta brigar com o tempo. O tempo é um grande professor quando compreendemos as suas lições. Aprender a valorizar o tempo. Fazer as pazes e ser grato ao tempo. Um dia ele escapará de nossas mãos e não teremos mais tempo, apenas um derradeiro lamento. Desconfio que Deus seja o próprio tempo. Sábio, justo e onipresente. O tempo te escuta, te orienta, te conforta e te abraça. É remédio que cura a dor que você acha que nunca passa. O tempo é paciente. Jamais foi ansioso. Respeita cada milésimo de segundo. Nos mostra que a pressa é armadilha aos que pensam que controlam o mundo. O tempo está em tudo e em nada. No choro do bebê, no fio de cabelo branco. Na sorriso da chegada, na lágrima de despedida. Na certeza da morte e nas incertezas da vida.